20/03/2015 14h40
O comparsa, Márcio José do Prado escondeu a arma do crime e auxiliou no roubo.
Campograndenews
Rogaciano Fernandes de Oliveira, 40 anos, encontrado carbonizado nos escombros de uma casa incendiada no Bairro Nova Lima, em Campo Grande, foi morto por colegas devido a um desentendimento banal envolvendo o consumo de drogas. Luiz Eduardo da Silva Cardoso, o Dudu, 27 anos, matou a vítima a pauladas e depois incendiou a casa. O comparsa, Márcio José do Prado, 30 anos, o Cachaça, escondeu a arma do crime e auxiliou no roubo.
O crime aconteceu na quinta-feira (12) e o incêndio no dia seguinte. O caso foi esclarecido ontem (19), por investigadores da 2º Delegacia de Polícia da Capital, coordenados pelo delegado Alexandre Amaral Evangelista. A dupla apresentada durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (20), vai responder por latrocínio, com pena que pode chegar a até 30 anos de prisão.
Circunstâncias – Segundo o delegado, os três envolvidos se conheciam e tinham o hábito de se reunirem na casa alugada por Rogaciano, na Rua Silvério Faustino, para consumirem pasta base de cocaína. Na manhã de quinta, Dudu e Márcio foram ao local e encontraram o morador ainda dormindo. “Os dois tinham livre acesso livre, e por isso, entraram facilmente na casa”, explicou o delegado.
Ao acordar assustado, Rogaciano iniciou discussão e golpeou Dudu com a parte de trás do facão (prancha). Para se defender, Dudu revidou desferindo uma paulada na cabeça da vítima que caiu e foi agredida mais dez vezes até morrer. “Ele ficava me tirando, fazendo gracinha e batendo com o facão na mesa”, disse o assassino, alegando que se arrepende do que fez. “Só me arrependo por causa do meu filho”, completou.


