30/04/2015 07h30
Quatro homens foram presos pelo crime e só um foi condenado em MS.
G1 MS
Responsável pelo inquérito que investigou a morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos, a delegada Maria de Lourdes Cano disse ao G1 nesta quarta-feira (29), que o acusado de atirar na vítima, Thiago Henrique Ribeiro, de 22 anos, transferiu para si toda a culpa no latrocínio (roubo seguido de morte).
“Este é o fato levado em consideração na fase judicial, já que ele assumiu perante o juiz a culpa no crime, ausentando os demais envolvidos. Dessa maneira, a autoridade teve o livre convencimento para proferir a sua sentença”, explicou a delegada.
Sobre a investigação que ocorreu há pouco mais de um ano, quando a delegada ainda atuava como titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos (Defurv), Maria de Lourdes disse que todas as provas foram colhidas com total eficiência, sendo este um caso de ‘difícil elucidação’, na qual os todos os envolvidos foram presos.
“As provas colhidas foram realizadas com total eficiência e os bandidos inclusive indicaram a fossa séptica onde estava o corpo da vítima. No entanto, em um primeiro momento, Thiago confessou o crime, ressaltando que queria o veículo. A participação dos outros também foi esclarecida, sendo que durante o interrogatório cada um falou o que teria feito na ocasião”, explicou a delegada.
Decisão
Dos quatro homens suspeitos de participar do latrocínio, apenas Thiago foi condenado. O advogado da acusação, Oton Nasser, disse que vai recorrer da sentença, pois considera a decisão um ‘estímulo para a criminalidade’.
Desde as investigações até o momento da reconstituição, o advogado fala que a defesa não recorreu e que está clara a participação de cada envolvido.
Para Thiago, a pena de reclusão é de 31 anos mais 450 em multas. Os demais foram absolvidos no crime, conforme decisão proferida pelo juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande.
Entenda o caso
Erlon anunciou a venda do carro dele, um Golf, em um classificado na web no dia 1° de abril e poucas horas depois mostrou o veículo a uma pessoa que viu o veículo pela internet. O encontro foi na avenida Interlagos e de lá, segundo a titular da Defurv, Maria de Lourdes Cano, o suspeito levou o empresário até a residência do bairro São Jorge da Lagoa, onde havia mais duas pessoas a espera. Lá, ele foi morto.
Segundo a polícia, Erlon Bernal foi morto no quintal da casa. O cadáver foi arrastado até a fossa e coberto por terra, entulho e até um sofá velho. Foi preciso ajuda do Corpo de Bombeiros e de uma retroescavadeira para retirada.
O carro dele foi encontrado em uma funilaria do bairro São Conrado. A cor prata havia sido substituída pela branca e as placas originais de Campo Grande, por outras de Ponta Porã, mas de mesmo modelo de veículo. As rodas também foram trocadas. A vítima era casado e tinha um casal de filhos crianças.



