06/05/2015 23h
Com o resultado, o São Paulo pode passar às quartas com um empate no Mineirão.
UOL
Pela terceira vez nesta Libertadores, o são-paulino teve de sofrer até os minutos finais para gritar gol e comemorar uma vitória. Nesta quarta, diante de um Fábio inspirado, o time tricolor tentou, correu, penou e só fez aos 37 minutos do segundo tempo, quando Centurión fez de cabeça e garantiu a vitória por 1 a 0 contra o Cruzeiro no primeiro jogo das oitavas da Copa Libertadores.
Com o resultado, o São Paulo pode passar às quartas com um empate no Mineirão. Para reverter a eliminatória sem ir aos pênaltis, o Cruzeiro precisa pelo menos de um 2 a 0. Se fizer um gol fora, o time paulista obriga os rivais a marcarem três gols para passarem.
Para os 66 mil torcedores que foram ao Morumbi, porém, o tamanho da vantagem é o de menos. No maior público do São Paulo no ano, a insistência tricolor venceu a grande noite de Fábio, que até o gol havia feito pelo menos duas grandes defesas. Era uma redenção pessoal de um goleiro que tem um longo histórico negativo contra o clube do Morumbi.
Só que Centurión e Bruno, principalmente, não permitiram que ele saísse melhor desta vez. Em uma grande jogada do lateral, carta fora do baralho nos tempos de Muricy Ramalho, o argentino apareceu livre no segundo pau para cabecear firme e finalmente vencer Fábio após mais de 80 minutos.
Foi o terceiro triunfo do São Paulo no finzinho. Na primeira fase, o torcedor tricolor tinha esperado até os minutos finais para comemorar contra San Lorenzo, no Morumbi, e Danubio, no Uruguai. Agora, agradece pelo gol e torce para que o sufoco não seja tão grande daqui em diante.
Melhor:
Bruno. Fábio, melhor em campo até o gol, merece uma enorme menção honrosa. Só que o lateral, uma aposta de Milton Cruz, decidiu o placar com uma grande assistência que premiou uma atuação que era boa desde o apito inicial.
Pior:
Meio do Cruzeiro. Willians e Henrique perderam a disputa com Wesley, Souza e Denílson, que trabalharam a bola com liberdade perto da área do Cruzeiro. Com a bola, erraram passes e não conseguiram dar volume de jogo ao time bicampeão brasileiro.
Toque dos técnicos:
A mudança de esquema deixou o São Paulo com mais gente no meio-campo. A matemática simples fez com que o setor tivesse quase sempre mais tricolores do que cruzeirenses e deixou o time mineiro acuado em seu campo de defesa, apostando em ligações diretas.
Chave do jogo:
Pé torto do São Paulo. Com domínio da posse de bola e espaço, o time da casa só não criou a vantagem que gostaria porque pecou nas finalizações e no último passe. A ineficiência deu coragem ao Cruzeiro, que no segundo tempo passou a buscar o gol em contra-ataques.
Outros destaques:
Torcida no Morumbi: Lotado mais uma vez, o estádio vibrou muito antes do jogo quando o sistema de som anunciou a derrota do Corinthians no Paraguai. Com a bola rolando, porém, o público ficou mais quieto do que poderia e só se manifestou com gritos de “bicha” e “mito” nos tiros de meta de Fábio e Rogério Ceni, respectivamente.
Pênalti?:
No meio do segundo tempo, Rafael Tolói quase fez de cabeça após um cruzamento da direita. O zagueiro reclamou muito com o árbitro Carlos Amarilla, pois foi puxado no momento em que saltava para bater na bola.



