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domingo, 18 de outubro, 2026

De cada R$ 100 de despesas, R$ 26 foram para pagar a conta de luz

10/05/2015 07h

De cada R$ 100 de despesas, R$ 26 foram para pagar a conta de luz

Energia representou 26% da inflação acumulada neste ano

Correio do Estado

Com alta acumulada em 39,38% para o consumidor residencial, a energia elétrica é a maior impulsionadora da inflação de Campo Grande, que vem contabilizando recordes desde janeiro. O custo da energia representou 26% (pouco mais de um quarto) do desembolso adicional do campo-grandense neste ano. Em outras palavras, de cada R$ 100 gastos a mais, por causa do avanço inflacionário, R$ 26 foram destinados para o pagamento da conta de luz.

A despesa com o serviço impacta, acentuadamente, sobre o orçamento das famílias, em razão do seu peso na composição da inflação. Os cálculos são do professor Celso Correia de Souza, coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp.

De acordo com a Energisa MS, a tarifa para o consumidor residencial passou de R$ 0,35708 (anterior aos reajustes de março e abril) para os atuais R$ 0,46470. São 30,13% de aumento. A concessionária explicou que o valor “pode variar conforme a classificação da unidade consumidora, nível de tensão de fornecimento e modalidade tarifária alocada”.

No entanto, cálculos do coordenador do Nepes, que computam, também, o reajuste da bandeira tarifária de 5,5%, mostram que a majoração chegou a 39,38% durante o primeiro quadrimestre de 2015. Isso significa, por exemplo, que uma conta no valor de R$ 129,11 (até 30Kwh) no início do ano subiu para R$ 179,95 em abril (se não houve alteração no consumo). Numa simulação de tarifa maior (acima de 500Kwh), o montante poderia passar de R$ 474,94 em janeiro para R$ 661,95 em abril.

A conta de energia sofreu reajustes acentuados neste ano, afetando o orçamento das famílias(Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)