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Mesmo com decisão judicial em MS, pacientes ainda morrem em UPAs

28/05/2015 14h30

Famílias de pacientes que aguardam vagas recorrem à Justiça. Sesau diz que tenta resolver problema de superlotação.

Regiaonews

Mesmo com decisão da Justiça que impede pacientes por mais de 24 horas em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande, há pessoas que ficam mais tempo e acabam morrendo enquanto aguardam vagas para hospitais. Famílias de pacientes que estão em condições de risco procuram a Justiça para agilizar o processo de transferência.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) diz que tenta resolver o problema da superlotação nas unidades, inclusive comprando vagas na rede particular. Enquanto isso, pacientes em situação grave, recebem acompanhamento médico.

Ainda segundo informações da Sesau, não há registros de pacientes que morreram esperando atendimento, mas, sim, aqueles que foram a óbito já sendo atendidos nos hospitais, após a transferência.

Sem transferência

Por meio da Defensoria Pública, a Justiça determinou no domingo (24) a transferência imediata de um paciente que estava internado em uma UPA de Campo Grande. Segundo a defensoria, o paciente tinha tumor cerebral e estava sendo mantido com ventilação mecânica.

No entanto, mesmo com a determinação da Justiça, não houve a transferência e foi emitida uma liminar para que o paciente fosse transferido com urgência, além de multa de R$ 5 mil por hora de atraso e prisão do secretário de saúde da capital pelo crime de desobediência. O paciente morreu na Upa antes que o documento fosse entregue ao poder público.

De acordo com o defensor público Guilherme Cambraia de Oliveira, nem todos os que procuram a Justiça conseguem vagas. “A Justiça vem correspondendo, vem dando decisões favoráveis. O problema é que o município e o estado não vêm cumprindo as ordens judiciais”, diz.