06/06/2015 12h50
Caso veio à tona um dia depois, quando a Polícia foi acionado para investigar o abandono das duas filhas da mulher.
Campograndenews
O corpo de Isis Caroline da Silva Santos, 24 anos, foi encontrado nesta manhã (6), atrás do posto de combustíveis Mutum, na região de Ribas do Rio Pardo. O ex-marido dela, o pedreiro Alex Arlindo Anacleto de Souza, 32 anos, é o principal suspeito de ter cometido o crime.
De acordo com delegado da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Jairo Carlos Mendes, a polícia descobriu ontem a noite que a mulher estava morta. O corpo de Isis foi localizado em uma mata, atrás do posto de combustíveis. O caso será repassado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
Conforme informações da polícia, foi o próprio Alex que informou onde havia deixado o corpo da ex-mulher. “A gente já estava tratando o desaparecimento dela como homicídio, por causa do histórico de agressões que ela vinha sofrendo do marido”, explicou. Ainda não se sabe como a vítima foi morta.
O caso – Isis Caroline estava desaparecida desde a última segunda-feira (1) e o caso veio à tona um dia depois, quando a Polícia foi acionada para investigar o abandono das duas filhas da mulher, uma de 3 e outra de 6 anos. As duas crianças foram encontradas pela vizinha da família e tia das meninas, Silvana da Silva Barino, 32 anos.
Segunda ela, a vítima saiu na segunda-feira (1º) para ir ao mercado e não voltou mais. A partir daí, Alex passou a ser o principal suspeito pelo desaparecimento. Em agosto de 2014, Isis Caroline foi estuprada, torturada e mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, em Três Lagoas, cidade onde morava até o fim do ano passado.
Na época, o homem foi preso em flagrante, por que ela o convenceu de que as pessoas iriam desconfiar do ocorrido, já que ele raspou a cabeça dela e por isso eles teriam que chamar a polícia e dizer que tudo passou de um roubo.
Conforme boletim de ocorrência, registrado no dia 08 de agosto de 2014, a Polícia Militar foi chamada para atender a uma ocorrência de roubo, quando os policiais chegaram ao local encontraram a jovem desesperada e chorando. Ela foi ao encontro dos policiais dizendo que, na verdade, não se tratava de roubo e denunciou o ex-companheiro à polícia. Ele, no entanto, foi solto há cinco meses.


