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sábado, 17 de outubro, 2026

Artigo: No embate entre verdades e mentiras, o que nos sobra?

25/07/2015 09h10

Por José Alberto Vasconcellos.

Divulgação

As verdades são imperativas e incontestáveis. Na essência, as verdades não devem incomodar e tampouco desagradar, porque sua finalidade é apenas esclarecer e dar credibilidade à história. Sem as verdades para nortear a humanidade nos caminhos da moral, dos bons costumes e da humildade, não haveria a liga que solda a solidariedade entre os povos civilizados.

Dizem alguns, que a verdade dói; outros, que a verdade esclarece; há ainda os que dizem, que a verdade incomoda e melhor seria que fosse esquecida, para não reacender velhos ranços. Os humanistas, sem reservas, alicerçados no valor permanente da verdade registrada pela história, afiançam: “A história registra os fatos desenrolados no passado, para a melhor compreensão do presente, e com isso, objetiva evitar que se repitam erros nocivos à humanidade.”

Todavia quando amancebam-se, a verdade e a política, o que é comum, usual e tida como normal; os valores, como a moralidade e a honestidade, revelam-se relativos. Os fundamentos que sustentam a verdade são distorcidos, retorcidos e fraturados sem clemência. Por todos os meios encenam o disfarce, para encobrir atos criminosos. Procedimento grosseiro, próprio dos degenerados, que deixa a Nação estarrecida, com o gigantismo da desfaçatez, que enxerga a sociedade, como um ajuntamento de paspalhos.

No Brasil, os eleitores não prestaram atenção nos desmandos e na incompetência administrativa no primeiro mandato da “presidenta”, aliciados que estavam por migalhas, patenteadas e distribuídas como “bolsas”. Esqueceram-se, por conveniência própria, dos fatos com os quais conviveram no primeiro mandato da “presidenta”; e antes dela, nos dois mandatos do seu criador, aquele a quem chamam de “PR”, “Barba” “Brahma”, “Filho do Brasil”, “Pai-da-pátria”, numa mistura de codinomes e cognomes, que servem para embaraçar, disfarçar e encobrir atividades várias: em público, para mentir; em ambientes privados, para dividir!

Fundidos, os codinomes e os cognomes, com nomes próprios enredados pelo mistério, agasalhados por enigmas, registramos, conforme noticia a revista VEJA, E.08.07.15, À PÁG. 22, verbis: “ … acobertados por disfarces, surgiram outros, como: “Brahma”, “tulipa”, “caneco”, “mochila”, “pixuleco”, “crise”, “roubalheira”, “safadeza” – tudo apontando para apenas duas letras: PT.”. NUNCA ANTES NESTE PAÍS, encravado na América do Sul, ouviu-se tantas vezes a palavra “PETROLÃO” e “LAVA JATO”, que

se aludem aos silenciosos buracos, onde o dinheiro do Tesouro tomou rumo diverso daquele para o qual foi captado, como para saúde, para educação, para a segurança, para a infra-estrutura do País, incluída aí a mobilidade urbana, obsoleta e sucatada que sacrifica milhares e milhares de trabalhadores, todos os dias.

Desprovidos de educação e vazios de cultura, os apedeutas no poder desconhecem o que seja autocrítica. Convivem com a hipocrisia e desconhecem o ridículo. Fingem não ouvir o clamor social que os qualificam como marginais comuns, usurpadores do poder.

Sem capacidade intelectual para entender que o mundo não é habitado somente por bobinhos, já com a polícia nos seus calcanhares, a militância famélica pelo dinheiro público, desesperada, profere impropérios intraduzíveis.

A mentira, inimiga número um da verdade, produz seus efeitos quando encontra terreno fértil, adubado com as “bolsas família”. Prospera com velocidade enquanto abominam a verdade e distorcem os fatos, buscando, sempre, a repugnante vantagem que lesa, priva e empobrece principalmente aqueles mais miseráveis, que trocam a cidadania saudável pelas migalhas que recebem, a título de “Fome zero”. A mentira como norma, para saciar a fome pelo dinheiro público, tem possibilitado a essa caterva encastelada no poder, fazer o Pais patinhar nos níveis mais baixos, dentro do contexto mundial, na educação, na saúde, na segurança e na infra-estrutura.

Conclui-se, que a verdade, onde não há cultura bastante para entendê-la, não produz seus efeitos. A ignorância faz com que a mentira e a safadeza prosperem em níveis que sufocam a verdade, em detrimento daqueles que mais precisam, e são enganados.

A inteligência, sem a escola, não serve para nada!

30.06.2015 (4.308) Membro da Academia Douradense de Letras.

([email protected]).

Artigo: No embate entre verdades e mentiras, o que nos sobra?