Entre as ações está o resgate de animais silvestres em emergências ambientais.
As ações de combate a incêndios florestais no Pantanal serão reforçadas pelo Ministério do Meio Ambiente.
O órgão informou que serão investidos R$ 167 milhões do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, tanto para ações no Pantanal Sul-mato-grossense quanto no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT).
Os recursos do fundo serão usados em ações de prevenção e combate a incêndios.
O bioma Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Cerca de 60% do seu território está em Mato Grosso do Sul, e os 40% restantes estão em Mato Grosso.
Entre as ações está o resgate de animais silvestres em emergências ambientais, em especial ocorrências de incêndios florestais.
O ministério também firmou parceria com o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) para a realização de aceiros, para prevenir que eventuais focos de incêndio consigam se espalhar.
Também será organizado um novo sistema de monitoramento de embarcações, além de estímulo a pesquisas científicas sobre o impacto do fogo no Parque Nacional.
Outro medida foi um acordo firmado com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, para que a Polícia Militar Ambiental (PMA) do Estado auxilie na fiscalização e monitoramento dos incêndios.
A PMA também participará de intercâmbio de informações, inteligência e educação ambiental com o MMA e outros órgãos como o Ministério da Justiça e Segurança Pública em toda a região do Pantanal no estado.
Seca
O Pantanal vive uma das piores secas de sua história, com uma média de chuva 40% menor do que no mesmo período dos anos anteriores.
Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado registrou, nos últimos sete meses, 1.357 focos de calor.
Em junho, o total de focos ativos detectados pelo satélite de referência do Inpe chegou a 98, enquanto em julho o número disparou e fechou em 508.
Especialistas apontam que a estiagem e a geada dos últimos meses têm sido elementos determinantes para o aumento de incêndios florestais e urbanos e podem fazer com que a devastação causada pelo fogo demore muito para ser completamente recuperada no local.
Sem previsão se chuvas significativas pelo menos até outubro, a situação é preocupante e tende a piorar nos próximos meses.
No ano passado, incêndios destruíram cerca de 4 milhões de hectares, o que corresponde a 26% do bioma.
Cerca de 4,6 bilhões de animais foram afetados e pelo menos 10 milhões morreram.
Fonte: Correio do Estado

