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sábado, 17 de outubro, 2026

Sefaz reforça solidez fiscal do Estado em reunião com BNDES


O estado de Mato Grosso do Sul possui solidez fiscal que o possibilita honrar com futuros empréstimos contraídos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa foi a informação demonstrada pela Secretaria Estadual de Fazenda (SEFAZ) em reunião com representantes do banco. Participaram os Superintende de Administração Tributária, auditor fiscal Wilson Taira, a auditora fiscal, Karoline Ferreira Dutra, e equipe de servidores da Secretaria.

Fundado em 1952, o BNDES é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. A avaliação, realizada pela equipe responsável pelas Políticas Operacionais e de Crédito do BNDES, apesar de ser realizada anualmente, já não ocorria há quatro anos.

Sefaz reforça solidez fiscal do Estado em reunião com BNDES

Conforme Karoline Ferreira Dutra, apesar desse período recente de ausência, o BNDES tem como prática, calcular e divulgar as notas de todos os estados de modo regular, independentemente da existência de pedidos de aval ou garantia para operações de crédito, tornando a avaliação uma informação bastante útil para a compreensão das finanças dos entes subnacionais.

“É importante destacar que não há pedido de empréstimo junto ao banco. Contudo, a análise realizada hoje demonstra que o Estado tem condições de honrar com possíveis pedidos de crédito, ou seja, possui solidez fiscal, que é um importante princípio que rege a gestão financeira das entidades governamentais, como estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.

Para aprovação de nova despesa o Estado precisa comprovar que possui recursos orçamentários e financeiros suficientes para sua execução e está compatível com o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Assim, a solidez fiscal é um importante indicador tanto nas fases de formulação da política fiscal e de planejamento quanto na etapa de execução orçamentária e financeira.

Para a avaliação estão sendo analisados dados como receita, despesas, investimento, previdência e pessoal. O resultado final da avaliação deve ser apresentado dentro de algumas semanas.

De acordo com o secretário de Fazenda, Felipe Mattos, a solidez fiscal reforça a capacidade de organização do Governo, para enfrentamento da crise fiscal em que o Brasil atravessa. “Mato Grosso do Sul vem se esforçando para enfrentamento da crise. Temos registrado uma receita mais ampla e mais transparente nos últimos anos e queremos manter esse patamar para continuar avançando na entrega de políticas públicas para a população sul-mato-grossense”, pontuou.

Primeira nota B da história

Mato Grosso do Sul vem reforçando sua capacidade de administrar a economia e as finanças públicas. Recentemente, o Tesouro Nacional elevou a classificação, saindo de seis anos consecutivos na letra ‘D’ da Capacidade de Pagamento (CAPG), para classificação ‘B’ pelo Tesouro Nacional, o que indica solidez fiscal, neste ano de 2021.

A nota é composta pelo indicador de endividamento, poupança corrente e índice de liquidez. Com essa nova posição, o Estado abriu um teto fiscal de R$ 1,3 bilhão, podendo obter novos financiamentos. Além disso, a informação funciona como um termômetro na atração de novos investimentos com vistas a geração de empregos e melhoria de nossa qualidade de vida da população.

Diana Gaúna, Sefaz

Fonte: Governo MS