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Casa Branca: não há “ameaça crível” aos EUA após atentados

15/11/2015 07h

Depois dos atentados, Obama e Hollande falaram nesta sexta-feira por telefone e se comprometeram a trabalhar juntos para derrotar o terrorismo.

EFE

erno dos Estados Unidos acredita que, com base em informações coletadas pelos serviços de inteligência após os atentados terroristas ocorridos em Paris, não existe “uma ameaça crível ou específica” contra o país, informou neste sábado a Casa Branca.

Essa foi a mensagem recebida pelo presidente americano, Barack Obama, ao se reunir com o Conselho de Segurança Nacional hoje para analisar os ataques terroristas na capital francesa, indicou a Casa Branca em comunicado.

Os serviços de inteligência americanos também endossaram a conclusão do presidente francês, François Hollande, que classificou os ataques, que deixaram pelo menos 129 mortos e mais de 350 feridos, como um “ato de guerra” do grupo jihadista Estados Islâmico (EI) a seu país.

“Não dispomos de informações que contradigam a avaliação inicial francesa sobre a responsabilidade do EI”, afirmou a Casa Branca na nota oficial.

Apesar de os Estados Unidos não perceberem uma “ameaça crível ou específica”, o Conselho de Segurança Nacional de Obama pediu a revisão da segurança no país para garantir “tudo o que for necessário para proteger o povo americano”.

Na reunião, Obama reafirmou que as autoridades americanas terão um “contato estreito” com a França a fim de dar qualquer “assistência necessária” na investigação dos atentados.

Após convocar o Conselho de Segurança Nacional para analisar os ataques terroristas, Obama embarcou no avião presidencial Air Force One para uma viagem agendada de nove dias por Turquia, Filipinas e Malásia, sem dar mais declarações sobre os atentados.

O presidente viaja à Turquia para participar da cúpula do G20 (20 maiores economias do mundo), às Filipinas para assistir à cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), e à Malásia para comparecer à da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Depois dos atentados, Obama e Hollande falaram nesta sexta-feira por telefone e se comprometeram a trabalhar juntos para derrotar o terrorismo.

O líder americano reiterou o apoio “firme e inquebrantável” dos Estados Unidos ao povo frances, seu “mais antigo aliado e amigo”, e voltou a se oferecer para ajudar na investigação.

Poucas horas antes da ligação, Obama realizou um pronunciamento urgente transmitido pela televisão desde a Casa Branca, no qual afirmou que as autoridades americanas estão preparadas para auxiliar o governo francês.

O presidente dos Estados Unidos disse que os atentados em Paris não são só contra “o povo da França”, mas “contra a humanidade”.

foto:Getty Images