20/11/2015 06h40
Segundo a delegada que cuida do caso, o três jovens foram muito frios.
Campograndenews
Três adolescentes moradores das aldeias Marangatu e Campestre, localizadas em Antônio João, foram apreendidos na noite de quarta-feira (18), acusados de matar com um tiro na cabeça, o professor Márcio Renato Barbosa Pereira, 23 anos, no dia 12 de novembro.
De acordo com a delegada que investiga o caso, Sueili Araújo Lima Rocha, os adolescentes tinham a intenção de roubar o carro da vítima e um deles, o de 16 anos, começou a se relacionar com o professor.
Sendo assim, ele armou com os outros dois, um assalto em um ginásio próximo a entrada da cidade. Quando o jovem e o professor estavam dentro do carro, os dois adolescentes se aproximaram com uma espingarda modificada calibre 22 anunciando o assalto.
Porém, o professor conhecia os jovens e reagiu dizendo que ia embora e entrou no carro. Então, o adolescente de 15 anos atirou no olho esquerdo da vítima, que morreu na hora. A bala ficou alojada na coluna vertebral de Márcio.
Os três tiraram o corpo do professor de dentro do carro e tentaram fugir, mas o veículo começou a falhar depois de andar 300 metros do local do crime.
A delegada conta ainda que os jovens deixaram o carro, pegaram a moto e fugiram. “O crime chocou Antônio João, pois o professor era muito querido e bastante discreto com os relacionamentos”, comenta.
Ainda segundo Sueili, o três jovens foram muito frios e o celular da vítima estava com um familiar do adolescente que se relacionava com a vítima.
Sobre a arma, os jovens alegam que pagaram R$ 5 a um indígena, falando que iam caçar e o indivíduo não sabia da intenção dos meninos. “Esse indígena fugiu para a fronteira e estamos atrás para capturá-lo e ele também vai responder pelo crime”, afirma.
Os adolescentes vão responder por latrocínio consumado, pois assumiram o risco de matar. Eles foram encaminhados para a Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã.
O uso da arma no crime chamou a atenção dos policias, já que a mesma poderia ter sido utilizada na pratica de outro homicídio em que foi executado um indígena identificado como, Simião Villalba, encontrado sem vida próximo a um córrego em uma área de conflito na região de Antonio João no dia (29) de agosto deste ano e que cuja autoria o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tentou transferir aos fazendeiros locais.


