15/12/2015 16h50
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Divulgação: Dora Nunes
PAÍS DA MENTIRA
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Decididamente nós vivemos num país onde a mentira tem perna curta. Principalmente entre os políticos esse procedimento acontece num vaptu-vupt. Mente aqui e o cara é desmentido ali sem a menor cerimônia. Viram a semana passada a vergonhosa troca de mentiras entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a presidente Dilma e o seu chefe da Casa Civil, o baiano Jacques Wagner?
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Pois é, o problema é saber quem mente mais lá em Brasília. Nesse aspecto, tudo indica que a Dilma do PT ganha de todo mundo de rebento erguido. Na verdade, quem mente faz isso sempre e quem é bobo – como o povo brasileiro – se comporta assim durante muito tempo. Detalhe: mas um dia ele cansa e aí passa a valer o exemplo de Collor de Melo.
TORNEIO
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Nesse torneio da mentira instalado em Brasília, a diferença é que o deputado federal Eduardo Cunha mente de cara limpa e a presidente Dilma mente com a maior cara-de-pau. Já o seu ministro Jacques Wagner é mais comedido: ele sempre mente para agradar a chefe.
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Dizem que aquele que mente muito, tem o nariz comprido. Apesar de que aqui na fronteira tem alguns narigudos que não me deixam mentir, a verdade é que lá em Brasília a história é outra. Todo mundo lá mente por necessidade.
CÂMARA MUNICIPAL
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Falar no assunto, estamos no período das negociações para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal quando, normalmente, ocorrem muitos jaguanés, blefes e jogos de faz de conta. O imbróglio é tão grande que quase sempre a definição do presidente só acontece na véspera ou no dia da votação, principalmente quando quase todos os vereadores são candidatos a presidente.
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Desses 15 valentes “nobres colegas” somente dois não me agradam. Os demais são todos fichas limpas, inclusive as três mulheres que valorizam muito o Poder Legislativo.
CAMPANHA DE DILMA
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A movimentação foi bonita apesar da chuva, um encontro bastante concorrido e no melhor estilo político de véspera de eleição. Estou me referindo ao ato público realizado sábado passado na sede da AABB em Ponta Porã, para festejar o ingresso do prefeito Ludimar Novais no PDT, com a presença de prefeitos e cúpula estadual do partido do saudoso Brizola e de lideranças partidárias do município.
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Acho que o prefeito Ludimar saiu fortalecido politicamente desse encontro que mexeu com a cidade. Oficialmente só não estavam lá na AABB as lideranças do PSDB e do PMDB. Os outros partidos (PTB, DEM, PSB, PR, PROS, PHS, PRP e PT do B) estavam todos lá aplaudindo o ingresso do prefeito de Ponta Porã no PDT do deputado federal Dagoberto Nogueira.
A SANTA
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Falar nele, o parlamentar pedetista pisou na bola em seu inflamado discurso em defesa da presidente Dilma Rousseff e o pedido de impeachment que pesa contra ela. Segundo o Dagô, a Dilma é uma santa ou quase isso.
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Para ele, a Dilma não fez nadica de nada que justifique esse pedido de afastamento do Governo, mesmo que a acusação tenha vindo, entre tantos, especialmente de dois grandes e consagrados juristas brasileiros: Miguel Reale Júnior e Hélio Bigudo, este último um dos fundadores do PT, o partido da presidente da República.
E O PETROLÃO?
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Interessante que os petistas e outros defensores da presidente e contra o impeachment não falam nada e até fogem do assunto, sobre a corrupção na Petrobrás, no BNDES, na Operação Lava-Jato que está levando pra cadeia e condenação de destacadas figuras do PT ligadas ao Palácio do Planalto, como o líder do Governo Dilma no Senado, por exemplo, e as barganhas propostas pelo governo para encobrir safadezas.
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Nem vamos falar da situação econômica do país que avança em ritmo venezuelano, inflação mensal já atingindo os dois dígitos e aumento dos impostos e mais impostos… não convém falar no escândalo do Mensalão, pois isso era coisa do Lula, o inventor de Dilma. Ser contra o impeachment é um direito dos governistas, assim como a aprovação da medida é um direito constitucional da oposição. Temo que venha mais barulho por aí, além do que estava previsto.
MESA DA CÂMARA
- Falar em previsão, tudo indica que dois vereadores bitola-larga vão disputar a presidência da Câmara Municipal de Ponta Porã, mas nenhum deles quer abrir o jogo. Tudo estratégia. Os caras são bons.
J. N. Oliveira


