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sábado, 17 de outubro, 2026

Fundação identifica que aquecimento global vai mudar ainda mais clima do Estado

16/02/2016 07h20

Fiocruz vai implantar sistema para identificar vulnerabilidade nos municípios

Correio do Estado

A previsão de aumento da temperatura e a redução das chuvas no Centro-Oeste deve causar impacto no bioma do Pantanal nas próximas décadas e afetar a economia de Mato Grosso do Sul.

Esse cenário faz parte de análise de informações do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas , desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A preocupação com esses impactos motivou o agendamento de um encontro técnico de representantes da Fiocruz em Campo Grande, nesta quarta (17) e quinta (18), com servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), das secretarias estaduais de Saúde, de Meio Ambiente, além do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos (Cemtec).

Os técnicos atuam no projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, desenvolvido pela fundação e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

“O objetivo da iniciativa é avaliar os riscos gerados pelo aquecimento global às populações nas cinco regiões do país. Além de fomentar o diálogo sobre esse assunto, será criada uma ferramenta, um software, para mensurar a vulnerabilidade humana às mudanças do clima, conforme cada município”, informou nota da assessoria de imprensa da Fiocruz.

NÚMEROS E ESTATÍSTICA

O projeto que analisa a vulnerabilidade à mudança do clima possui dados preliminares do Estados e estes serão apresentados às autoridades do governo.

Será necessário, depois disso, coletar mais informações locais para subsidiar o desenvolvimento de um estudo. Por isso, é necessário a integração com secretarias estaduais, instituto de meio ambiente e o centro de monitoramento do tempo.

PROJETO EM EXPANSÃO

Esse trabalho está em estágio de finalização no Espírito Santo e agora será implantado em Pernambuco, Paraná, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso do Sul, que será o único representante da região Centro-Oeste

O trabalho procura detalhar como é feita a preservação ambiental em cada município, dados sobre população, condições socioeconômicas e ocorrência de fenômenos extremos, como tempestades e doenças relacionadas ao clima, como a dengue e malária.

“Por meio do cruzamento e análise dessas informações, é possível calcular o Índice Municipal de Vulnerabilidade aos Impactos de Mudança Climática”, explicou informativo da Fiocruz.
Um programa de computador será desenvolvido para garantir a identificação das cidades mais vulneráveis à mudança do clima. E, assim, gestores públicos poderão planejar ações para reduzir impactos, como estragos por conta de chuvas.

CLIMA E OS ESTRAGOS

Desde o final do ano passado, chuvas frequentes, com volume muito acima da média, causaram sérios impactos principalmente na região sul do Estado.

A estimativa é que só com danos à plantação, o prejuízo alcançou R$ 468 milhões à economia. A governo estadual ainda prevê que será preciso em torno de R$ 90 milhões para reconstruir estradas, pontes e consertar infraestrutura de dezenas de cidades. Desse valor, R$ 29 milhões já foram liberados, faltando a maior parte dos recursos.

Esse dinheiro é esperado que seja encaminhado pelo governo federal, que reconheceu situação de emergência em 14 municípios. Ao todo, são 31 cidades seriamente atingidas pelos estragos.

Alagamento em avenida de Campo Grande, durante temporal do ano passado(Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado)