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domingo, 18 de outubro, 2026

Advogado pagou para retirar entulho deixado pela Energisa

16/02/2016 10h30

Após inúmeras tentativas, profissional liberal foi obrigado a contratar serviço particular

Jornal Regional

O advogado Emílio Gamarra foi obrigado a pagar serviço particular para retirar galhos deixados na calçada de sua residência, depois de serviço de poda realizada pela Energisa. O fato foi registrado pelo JORNAL REGIONAL em sua edição 1859, de 04 de fevereiro último. A poda de árvores provocou dissabores ao advogado Emílio Gamarra, que lutou em todas as instâncias para saber quem é o responsável pelo serviço ou “desserviço” como ele mesmo classificou a poda de duas árvores na esquina das ruas Guia Lopes com a Iskandar Georges, no centro de Ponta Porã, mas não obteve êxito.

Ele foi ao Ministério Público Estadual, à secretaria de Meio Ambiente, na concessionária do serviço e não conseguiu que os galhos fossem retirados. Conforme relato do advogado, o serviço foi realizado durante o período em que não havia ninguém em casa. A poda foi feita em função da rede de energia ter ficado entre os galhos de uma das árvores alvo da ação, mas no entanto, outra que poderia ter sido preservada, acabou sendo cortada ao “meio”, deixando-a ´deficiente´ de um lado, como citou o advogado.

Ocorre que depois do serviço, os responsáveis não levaram os galhos, deixando tudo na calçada da residência de Emílio Gamarra. “Não seria nada de mais, mas como cidadão tenho que reclamar meus direitos pois somos cobrados a cumprir as leis e normas”, disse. Depois disso, começou a verdadeira saga do advogado.

Passados vários dias sem que ninguém providenciasse a retirada da “galhada” na calçada, Emílio Gamarra foi até a agência da Energiza em Ponta Porã, onde teve a garantia da gerência local que iria comunicar a empresa terceirizada a realizar a limpeza do local, pois seria responsabilidade da empresa. No entanto, passados mais alguns dias, o lixo continuou onde sempre esteve.

O advogado então procurou novamente a empresa, sendo informado que a empresa terceirizada já havia sido comunicada da situação para providenciar a solução do impasse. Cansado de esperar, Emílio Gamarra relatou o fato ao JORNAL REGIONAL. Como já havia a comunicação de que a responsabilidade seria da terceirizada, a redação naquela oportunidade entrou em contato com a empresa terceirizada pelo serviço e o responsável pediu um tempo para fazer um levantamento na escala de serviço, mas já explicou que o serviço de poda é feito com duas equipes, uma realizando o corte e outra já providenciando a remoção dos galhos para levar ao lixão, local apropriado e designado para esse fim.

Galhada foi retirada da calçada após iniciativa do advogado.Foto: Jornal Regional

Duas árvores foram podadas, uma sem a menor necessidade (à esquerda).foto: Jornal Regional

Recibo do pagamento efetuado para retirar o entulho