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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Por telefone, bombeiro ajuda pai salvar filha recém-nascida

16/02/2016 14h40

O pai da menina teve a frieza de não ser tomado pela emoção e ligou para o 193

Correio do Estado

Operador de máquinas José Márcio Castro de Araújo conseguiu salvar a filha de apenas 7 dias com as orientações via telefone repassadas por um militar do Corpo de Bombeiros, no último dia 13 de fevereiro, em Corumbá, a 444 quilômetros da Capital. O atendimento aconteceu por volta das 22h30min, depois que a menina se engasgou com leite e começou a perder o ar.

A mãe da menina, Catiane Lopes da Silva, disse ao Diário Online, que a menina havia tomado leite para a complementar a amamentação, pois ainda produz pouco leite e que depois de trocar a fralda, decidiu amamentá-la novamente, momento em que a recém-nascida engasgou.

“Eu dei uma chuquinha de mamadeira pra ela porque eu estou com pouco leite, mas ela não arrotou.

Depois eu a deitei na cama, troquei e coloquei novamente no peito e ela mamou um pouco. Quando largou, ela vomitou e eu já vi saindo pelo nariz. Chamei meu marido e ele viu que ela estava com falta de ar, e em seguida desmaiou, ficou mole, e começou a ficar vermelha”, explicou Catiane.

O pai da menina teve a frieza de não ser tomado pela emoção e ligou para o telefone 193. José foi atendido por um cabo que o acalmou e restabeleceu o controle da situação.

“No momento em que ele fez o contato já acionei imediatamente a viatura e ao mesmo tempo comecei a orientá-lo e percebia que a mãe estava em desespero. Fazendo o procedimento de tapotagem, que são as batidinhas nas costas e depois as compressões no tórax, tivemos êxito”, disse o Cabo Antônio Carlos Leite de Oliveira, do Corpo de Bombeiros.

Pouco tempo depois do início do atendimento, que durou cerca de 5 minutos, Emanuelly voltou a respirar e expeliu o líquido graças à massagem realizada pelo pai. Mesmo após o ocorrido, o militar fez questão de conversar com a mãe para tranquilizá-la.

O militar ressaltou que o mais importante em uma situação como essa é manter a calma e ter um pouco de conhecimento no assunto para o êxito do trabalho. Ele explicou que o que aconteceu com Emanuelly é classificado como OVACE (obstrução nas vias aéreas por corpos estranhos), e apesar de ter sido o primeiro atendimento feito pelo militar em seus anos na sala rádio é muito comum nos lares, muitas vezes de menor gravidade, não sendo necessário o atendimento de equipe especializada.

Foto: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense