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sábado, 17 de outubro, 2026

SIG desvenda crimes e prende seis envolvidos

18/02/2016 08h20

Do início da semana para cá os investigadores desvendaram furto, caso de derramamento de notas falsas do comércio e recuperaram moto furtada e prenderam autor do delito.

Agazetanews

Em uma semana que começou bastante agitada nos meios policiais, investigadores lotados no SIG (Setor de Investigação Geral) da Delegacia de Polícia Civil local, desvendaram pelo menos dois casos de furto, um derramamento de notas falsas no comércio da cidade e levaram à Justiça pelo menos seis pessoas acusadas de envolvimento com os atos criminosos, em Amambai.

Furto na área rural

O primeiro caso desvendado um furto ocorrido em um pesqueiro situado às margens da Rodovia MS-156, trecho que liga Amambai a Caarapó, nas proximidades do Rio Panduí, distante cerca de cinco quilômetros na cidade.

Um grupo de indígenas invadiu a propriedade entre sábado (13) e domingo, dia 14 de fevereiro e furtou, entre outros objetos, máquina pulverizadora costal, máquina de cortar grama, ferramentas e pelo menos 80 litros de vinho de safra especial oriunda da região sul do País, que era oferecida aos clientes do estabelecimento comercial que funciona anexo ao local.

Com apoio de lideranças da Aldeia Amambai, comunidade indígena onde os acusados de praticar o crime paravam, a equipe de plantão na Delegacia de Polícia Civil de Amambai prendeu um dos autores do delito, o Júnior da Silva, de 20 anos, morador na reserva indígena.

Após a prisão do primeiro suspeito, o SIG assumiu a investigação do caso e chegou a mais um acusado de cometer o delito, Jhoni Escobar, de 19 anos, este morador na Aldeia Tey’Kuê, em Caarapó, e recuperou parte do material furtado.

Como não estava mais em situação de flagrante, Jhoni Escobar foi indiciado em inquérito policial por furto e liberado para responder ao processo em liberdade como prevê a lei.

Já em relação a Júnior da Silva, que havia sido preso em flagrante, ao ser submetido a chamada “audiência de custódia” junto a Justiça da comarca de Amambai, acabou solto por determinação o juiz Pedro Henrique Freitas de Paula, e também irá responder em liberdade.

O magistrado relatou em sua decisão que o acusado, além de réu primário, não usou de violência para cometer o delito, portanto tem o direito de responder pelo crime praticado em liberdade, como determina a legislação em vigor do Brasil.

Derramamento de dinheiro falso

Em outra linha de investigação, que contou inclusive com o uso de imagens de câmaras de segurança de estabelecimentos vítimas da ação delituosa, a equipe do Setor de Investigação Geral da Delegacia de Amambai desbaratou um esquema de derramamento de notas faltas de R$ 50,00 no comércio da cidade e realizou a detenção de três pessoas, entre elas uma adolescente de 16 anos, acusada de participação na ação criminosa.

A ação que resultou nas prisões aconteceu nessa terça-feira, dia 16 de fevereiro, mas as investigações do caso já vinham ocorrendo há algum tempo na cidade.

De acordo com a Polícia Civil, Cesar Ramão Lopez Merelez, de 18 anos, usava sua amásia, uma adolescente de 16 anos, para “lavar” as notas falsas.

Segundo a polícia, o rapaz repassava o dinheiro falso à menor que se deslocava até supermercados e lojasda cidade, fazia compras em valores pequenos, pagava com a cédula falsificada e saia do estabelecimento com o troco em “dinheiro limpo”.

Segundo relatou a Polícia Civil no boletim de ocorrência, ao ser abordado pela equipe de investigação nas proximidades de sua residência, na região da Vila Corrêa, em Amambai, Cesar, que inclusive estava de posse de notas de R$ 50,00 faltas, teria confessado que usava a adolescente para repassar as cédulas no comércio e disse ainda que havia recebido o dinheiro falsificado de Paulino Dias Ortiz, de 39 anos, um indivíduo que na semana passada já havia sido indiciado pela Polícia Civil em Amambai, sob acusação de furtar um aparelho celular de uma igreja evangélica da cidade.

De acordo com a polícia, Cesar Merelez teria dito ainda que havia pegado um total de vinte duas notas, ou seja, R$ 1.100,00 em células de R$ 50,00 falsas de Paulino e o acordo era que, depois de “lavado” o dinheiro, ele devolveria R$ 20,00 limpo à Paulino Ortiz e ficaria com R$ 30,00 para seu uso pessoal.

Segundo o SIG, ao receber voz de prisão Paulino Ortiz, que no ato da abordagem, estaria de posse de uma nota de R$ 50,00 falsificada, teria confessado que havia repassado o dinheiro falso, que seria originário do Paraguai, à pessoa de Cesar Merelez.

Encaminhados, juntamente com oito cédulas de R$ 50,00 falsas apreendidas durante a operação, para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai, Cesar Merelez e Paulino Ortiz foram autuados em flagrante pelo delegado titular local, Dr. Mikaill Alessandro Gouveia Faria, pelos crimes de distribuição de notas faltas e por corrupção de menor.

Já a adolescente detida durante a operação, também teve o auto de apreensão em flagrante lavrado pelo crime de distribuição de moedas faltas.

Moto recuperada e autor preso

Também na noite dessa terça-feira, dia 16, um investigador do Setor de Investigação Geral (SIG) da Polícia Civil, interceptou uma moto furtada, recuperou o veículo e prendeu o autor do furto, em Amambai.

Segundo a Polícia Civil, o policial desconfiou de um indivíduo que empurrava uma motocicleta de forma suspeita e resolveu realizar a abordagem.

Durante a abordagem ao então suspeito, o indígena Genésio Ramirez, de 25 anos, morador na Aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia, o investigador descobriu que a moto havia sido furtada momentos antes da frente de um estabelecimento comercial situado no centro da cidade, em Amambai.

Diante da situação, de arma em punho, o integrante do SIG determinou que o indivíduo se deitasse no chão e pediu apoio de uma equipe da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, com sede em Amambai, que realizou a prisão do indígena.

Na Delegacia, Genésio foi autuado em flagrante por furto e a moto recuperada foi entregue ao proprietário.

Segundo o delegado, Dr. Mikaill Faria, a dupla acusada de envolvimento com o dinheiro falsificado, Cesar Menezes e Paulino Ortiz, foram encaminhados para o PAM (Presidio de Amambai) e do caso, por se tratar de falsificação de moeda corrente no País, vai para a Justiça Federal.

Já em relação a Genésio Ramirez, ao ser submetido a audiência de custódia, o juiz Pedro Henrique Freitas de Paula mandou soltar assim que apresentar um documento com foto.

Segundo a Polícia Civil ele só foi levado para o PAM porque até o final da tarde dessa quarta-feira (17), não havia apresentado tal documento, mas será liberado para responder em liberdade assim que o documento for apresentado.

Fotos: Vilson Nascimento