10.3 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Geração de empregos ainda patina em Mato Grosso do Sul

23/04/2016 06h

Caged mostrou segundo pior resultado dos últimos 14 anos

A geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul ainda apresenta profundos problemas. No comparativo de março houve uma leve melhora de 187 postos, mas os números estão muito distantes dos níveis mais sólidos que eram registrados até 2013.

O resultado de março de 2016, apresentado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, é o segundo pior para o mês de março dos últimos 14 anos, ficando bem abaixo do número registrado em 2013, que foi de 3.638 empregos.

Desde 2014 o mercado não conseguiu revigorar-se. Naquele ano foram criados 573 vagas. Em 2015 o número foi mais baixo, apenas 48 oportunidades.

De acordo com o levantamento, o número registrado em março representa um crescimento de 0,04% em relação ao estoque de empregados de fevereiro. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 139 vagas. Já em comparação com o mesmo mês de 2014, o resultado é negativo em 386.

Os setores de atividade econômica que mais contribuíram para o resultado positivo foram serviços, com a criação de 787 vagas, e agropecuária, com 384. Também registraram saldo positivo os setores de construção civil (21) e serviços industriais de utilidade pública (13).

COMÉRCIO

Em compensação, comércio registrou várias demissões e fechou o mês com saldo negativo de -807 vagas. Redução no número de empregos formais também foram registradas nos setores de indústria de transformação (-189), extrativa mineral (-19) e administração pública (-3).

Em relação aos municípios do Estado com mais de 30 mil habitantes, apenas três contrataram mais do que demitiram, sendo eles Corumbá (72), Três Lagoas (45) e Sidrolândia (5). Tiveram redução de vagas os municípios de Nova Andradina (-6), Coxim (-36), Rio Brilhante (-37), Aquidauana (-38), Ponta Porã (-47), Amambai (-56), Naviraí (-62), Paranaíba (-111), Maracaju (-142), Dourados (-160) e Campo Grande (-370).

Na série ajustada, que incorpora informações declaradas fora do prazo, nos três primeiros meses de 2016 houve acréscimo de 1.495 postos de trabalho no Estado. Já nos últimos 12 meses, o resultado é negativo, com redução de 2,19% no nível de emprego, o que representa a redução de -11.597 vagas.

fonte: Correio do Estado

Números de criação de vagas de trabalho ainda está baixo no Estado - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado