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domingo, 25 de outubro, 2026

Taxas de juro no Plano Safra pode levar crise no setor do agronegócio


Com custos de produção altos, Covid ainda como uma das maiores ameaças no nossa sociedade e uma guerra que tem causado a inflação de alimentos ao redor do globo. O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi opina que é de extrema importância que o Plano Safra seja mais resistente, isso tanto nas taxas de juro, quanto no volume de recursos ofertados.

O mesmo crê que esses são pontos que devem ser priorizados pelo Ministério da Agricultura no Plano Safra, assim como as linhas de investimento e do seguro rural que estão previstos para serem lançados na semana que vem.

A CNA, segundo Lucchi, tem focado no debate com os formuladores da política de financiamento da safra, assim como os ministérios da Agricultura e da Economia e a Casa Civil. O plano é importante devido ao fato de oferecer taxas de juros de um dígito, ou seja, menos do que 10% ao ano.

O diretor da entidade explicita a sua opinião, de que hoje em dia o atual produtor acumula uma porção de custos altos, perante a isso, pode vir a ocorrer uma crise ainda mais forte no setor no ano seguinte. Caso o cenário apresentar taxas mais elevadas, de dois dígitos, também no Plano Safra.

“A taxa bancária hoje varia entre 12% e 19%. São taxas muito altas, comparadas ao que a gente tem no Plano Safra vigente, que é de 3% a 7% no custeio. Mais do mais do que nunca, esse plano é essencial para nortear a manutenção dos pacotes tecnológicos que a gente tem no campo”, afirma.

Aguardo pelo novo Plano Safra

O diretor da CNA, não acredita que a demora no anúncio do plano poderá causar um impacto negativo no plantio da próxima safra de grãos. “Estivemos com o ministro [Marcos Montes, da Agricultura] nesta semana e pelo que ele sinalizou nós já vamos ter o lançamento provavelmente na próxima semana. Aí é questão de tempo para os bancos fazerem ajustes para iniciar [a concessão do crédito] em julho”.

O mesmo afirma que seria ótimo se o setor manufatureiro tivesse os recursos disponíveis até 1° de julho. “Mas, se for para a gente conseguir uma negociação melhor, tanto em taxa de juros como em volume de recurso, que também é muito importante, acho que vale a pena aguardar”.

Lucchi diz que o modelo de financiamento à produção patrocinado pelo governo brasileiro é um modelo muito eficaz para a produção em massa e garante a segurança alimentar dos brasileiros e do resto do mundo.

“Não é como os Estados Unidos têm feito, subsidiando fertilizante, plantando em área de pousio, e a Europa vai no mesmo sentido, regredindo em normas ambientais. A política mais efetiva é o Plano Safra, que gera ganhos não só para o Brasil, mas para toda a população”, conclui.

Fonte: Agroplus.tv

Fonte: AgroPlus