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domingo, 18 de outubro, 2026

Acampada do MST acusa segurança de fazenda de ameaça

21/01/2014 14h50

Sem terras estão alojados nas proximidades das fazendas Córrego Fundo e Furnas, na região de Nova Andradina

Novanews

Uma mulher, de 31 anos, compareceu na 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina para registrar um boletim de ocorrência por ameaça.

Ela, que disse ser acampada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), teria sido ameaçada pelo segurança de uma fazenda da região.

A vítima relatou aos policiais que se encontra em um acampamento localizado na estrada não pavimentada que dá acesso ao município de Angélica e que, na manhã desta segunda-feira (20), foi ameaçada por um dos seguranças das fazendas Córrego Fundo e Furnas, que teria apontado uma arma na direção da mulher e ameaçado atirar caso ela se aproximasse da porteira da propriedade.

Na delegacia, ela disse que a arma utilizada pelo vigilante seria de grosso calibre e que é de costume os seguranças da fazenda portarem armamento pesado no intuito de intimidar os membros do MST. Após o registro do boletim de ocorrência 224/2014, o caso deverá ser apurado pelos investigadores.

Outro lado

No início de janeiro, membros do MST teriam ateado fogo em uma das porteiras da fazenda, destruindo a estrutura de madeira. Os acampados teriam incendiado alguns pneus que estavam à margem da estrada, fazendo com que as chamas atingissem a propriedade rural.

Os responsáveis pelas propriedades rurais da região afirmam que os acampados invadem as fazendas, cortam árvores, deixam porteiras abertas para misturar o gado e até cavam valetas em estradas para dificultar o acesso de pessoas ligadas à administração da terra. A estimativa é de haja cerca de 400 barracos montados no local.

Segundo a Sato Comunicação, o advogado das fazendas entrou na Justiça Federal de Dourados, com uma ação declaratória de produtividade e aguarda a perícia judicial para comprovar que a propriedade está de acordo com os índices exigidos pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Enquanto não é realizada a perícia, o processo de vistoria do Incra está suspenso. As duas propriedades atuam na área de pecuária de corte e a Furnas ainda possui plantação de Eucalipto.