26/07/2016 06h20
Com o acordo entre Lugo e Lula, o Paraguai começou a vender a energia restante ao Brasil a preço de mercado, o que aumentou de forma significativa seus lucros.
EFE
O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo lembrou nesta segunda-feira o sétimo aniversário do acordo entre Paraguai e Brasil para a repartição equitativa da energia gerada na usina binacional de Itaipu, com a ausência destacada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem assinou o acordo.
A cerimônia aconteceu em Ciudad del Este, a segunda maior cidade do Paraguai, e havia a expectativa pela presença de Lula, que finalmente comunicou que não podia comparecer ao ato.
Em seu discurso, Lugo teve palavras de apoio para Lula e para a presidente afastada Dilma Rousseff, e lembrou que ele também sofreu um julgamento político, que em seu caso culminou com sua cassação em 2012.
Além disso, agradeceu a Lula pelo compromisso que aos países assinaram há sete anos para referendar um acordo que “realmente era o sonho de tanta gente”.
Nesse sentido, destacou que o tratado de Itaipu foi fundado quando Brasil e Paraguai estavam regidos por ditaduras militares e que o acordo alcançado em 2009 referendou “o sentimento do povo”.
O ato, que aconteceu entre apresentações musicais, tinha como objetivo rememorar o acordo que Lugo e Lula selaram em 25 de julho de 2009, com ambos líderes à frente de seus países.
O acordo, considerado “histórico”, ajudou o Paraguai a alcançar receitas de US$ 360 milhões ao ano a partir de 2010 pela cessão ao Brasil de parte de energia que não consumia, frente aos US$ 107 milhões de dólares que recebia antes da assinatura.
O tratado constitutivo da represa, assinado durante as ditaduras em ambos países, estipulava que cada país teria direito a 50% da energia gerada na represa e que a eletricidade não utilizada devia ser vendida ao outro sócio a preço de custo.
Com o acordo entre Lugo e Lula, o Paraguai começou a vender a energia restante ao Brasil a preço de mercado, o que aumentou de forma significativa seus lucros.


