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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Presidente da Fifa faz declaração polêmica ao tentar defender o Catar

Gianni Infantino causou surpresa neste sábado ao tentar demonstrar empatia com grupos marginalizados no país.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, causou surpresa neste sábado ao tentar demonstrar empatia com grupos marginalizados. Ele disse a jornalistas no Catar: “Eu me sinto gay… me sinto como um trabalhador migrante”.

Infantino abriu a tradicional entrevista coletiva pré-Copa do Mundo no sábado com um longo monólogo em que rebatia os críticos do Catar, que sedia o torneio, por conta do histórico do país em relação aos direitos humanos.

“Hoje, me sinto catari. Hoje me sinto árabe. Hoje me sinto africano. Hoje me sinto gay. Hoje me sinto deficiente. Hoje me sinto como um sem-teto, hoje me sinto como um trabalhador migrante”, disse.

“Eu sinto tudo isso porque o que eu vejo… me leva de volta à minha história pessoal.”

Infantino então explicou como cresceu como filho de trabalhadores migrantes na Suíça e como havia sido vítima de assédio e ataques por seu sotaque e por ter cabelos ruivos e sardas.

Presidente da Fifa faz declaração polêmica ao tentar defender o Catar
Gianni Infantino, presidente da Fifa

“É claro, eu não sou catari, eu não sou árabe, eu não sou africano, eu não sou gay, eu não sou deficiente”, acrescentou depois. “Mas eu me sinto assim, pois sei o que significa ser discriminado, ser vítima de bullying, como um estrangeiro em outro país.”

Os direitos LGBT têm sido uma questão sensível para os críticos da Copa no Catar, já que as relações entre pessoas do mesmo sexo são ilegais e puníveis com até três anos de prisão no país.

“A julgar pelas redes sociais, seus comentários de que você se sente gay causaram surpresa para muitos na comunidade homossexual”, afirmou um jornalista antes de fazer uma pergunta a Infantino. “Porque você está dizendo que, se realmente fosse gay, não poderia dizer isso porque estaria admitindo efetivamente uma ilegalidade.” 

O diretor de relações de imprensa da Fifa, Bryan Swanson, no entanto, concluiu a entrevista coletiva com uma mensagem pessoal de apoio ao chefe.

“Eu vi muitas críticas a Gianni Infantino desde que cheguei à Fifa, especialmente da comunidade LGBTI”, disse. “Estou aqui em uma posição privilegiada, num palco global, como um homem gay aqui no Catar. Ele recebeu garantias de que seria bem-vindo… só porque Gianni Infantino não é gay, não significa que ele não se importa. Ele se importa.”

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou neste sábado (19), em entrevista coletiva na véspera do jogo de abertura do Catar 2022, que esta “será a melhor Copa do Mundo da história”.

“Os jogadores não chegam a uma Copa do Mundo desta vez no fim da temporada. Sabemos que 75% deles atuam na Europa, e, quando você joga uma Copa do Mundo em junho ou julho, principalmente os melhores, os da Liga dos Campeões e das grandes ligas, chegam muito cansados”, explicou o dirigente suíço.

“Além disso, existem estádios incríveis criados para a Copa do Mundo”, comentou Infantino, que também elogiou o fato de ser uma “competição muito compacta, na qual as seleções não precisam se deslocar, só precisam ir de ônibus aos treinos ou aos estádios”.

“E também é a primeira vez que torcedores de todos os países estão no mesmo lugar durante a competição. É algo extraordinário. O futebol une o mundo. E haverá segurança para todos”, acrescentou Infantino, e destacou a importância de todo mundo se concentrar no que ocorre nos campos.

Fonte: R7