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domingo, 18 de outubro, 2026

Nova na cadeia, Thamara agride agente e ameaça: ‘já matei um’

26/08/2016 07h

A jovem está grávida

Midiamax

Presa desde o dia 21 de julho pela morte de Victória Correia Mendonça, de 18 anos, a jovem Thamara Arguelho de Assis, de 21 anos, voltou a se envolver em confusão. Nesta quarta-feira (24) ela agrediu uma agente penitenciária durante uma consulta médica no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Zorzi.

O caso, segundo a servidora, aconteceu durante a manhã, quando a interna aguardava para ser atendida em uma consulta de rotina, já que está grávida. A vítima afirmou que Thamara estava nervosa, gritava para ser atendida e falava “que não tinha tempo para ficar esperando”. A agente então a levou para atendimento, mas avisou que por conta do comportamento iria ter que conversar com a chefe de equipe.

Já com a supervisora, a jovem negou ter gritado e que não seria ‘comunicada’ por isso, mas que se precisasse daria motivo para a advertência. “Eu já matei um, não tenho medo não. Eu vou dar motivo para você me comunicar”, ameaçou a interna. Thamara ainda foi questionada se estava ameaçando as agentes penitenciárias e confirmou.

Neste momento ela foi avisada da advertência e voltou a repetir: “Já que estou comunicada, vou te dar motivo”. Ela então avançou na agente penitenciária, puxando seu cabelo, chegando a arrancar tufos. A jovem ainda mordeu o dedo mindinho da mulher, também causando lesão. Como Thamara está grávida, as agentes tiveram dificuldade para cessar as agressões.

Mesmo depois de soltar à servidora, Thamara continuou com as ameaças. Segundo o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), André Luiz Garcia Santiago, nesta quinta-feira (25) uma equipe do sindicato foi até o presídio conversar com a vítima.

Um boletim de ocorrência contra a jovem foi registrado e a servidora recebeu amparo jurídico e apoio necessário para tomar as medidas necessárias sobre o caso.

“Já fizemos denúncias pela falta de servidores nos presídios, e o Irmão Zorzi é um dos piores no Estado, tem um alto índice de agressões. Casos assim são constantes lá. A situação não é só no feminino, em Corumbá foram cinco casos seguidos” lamentou Santiago.

“O sindicato não vai permitir isso, faremos o que tiver que fazer. É incoerente o que está acontecendo, a falta de servidores e o governo falando que vamos sumir delegacias”, destacou.

Pedimos a serenidade das etapas do concurso, que até agora não foi concluído. Todo esse problema fica evidente no caso de Naviraí, que pode acontecer a qualquer momento em qualquer outra unidade, lembrou. Para o presidente, a saída imediata seria a instituição do Grupo de Intervenção Rápida, que já conta com 78 agentes formados.

O caso

O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de julho na Rua Luiz Bento, Vila Popular, região oeste de Campo Grande. Ela foi até o portão da residência após a suspeita tê-la chamado pelo nome quando foi recebida a tiros. Weverton Silva Ayva, de 28 anos, o ‘Boneco’, que tem passagens pela polícia desde 2006 e hoje cumpre pena por roubo, seria o pivô do assassinato de Vitória.

Victória e o rapaz terminaram relacionamento há aproximadamente seis meses, quando a suspeita começou a namorá-lo. Conforme os vizinhos, que também fizeram a mesma declaração à polícia, as duas ‘trocavam farpas’ pelo Facebook.

No dia 29 de julho o inquérito sobre a morte de Victória Correia Mendonça foi concluído, segundo a delegada Rozeli Dolor, da 7ª Delegacia de Polícia Civil. Porém até o momento a arma usada no crime não foi localizada. A polícia continuará fazendo buscas, segundo a delegada que não quis revelara detalhes sobre as suspeitas de localização da arma.

(Foto: Reprodução Facebook)