12/09/2016 08h
A jovem de 14 anos processava o próprio pai, acusado de abusá-la e engravidá-la – a menina obteve autorização judicial para realizar um aborto.
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O Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul investigam a conduta do promotor Theodoro Alexandre da Silva Silveira e da Juíza Priscila Gomes Palmeiro pela atuação deles em um caso de estupro de uma adolescente pelo próprio pai.
O principal investigado é o promotor que, durante uma audiência há dois anos,humilhou a vítima de abuso sexual.
A jovem de 14 anos processava o próprio pai, acusado de abusá-la e engravidá-la – a menina obteve autorização judicial para realizar um aborto.
Durante uma seção após o procedimento, a jovem mudou o depoimento, afirmando que o pai não era o abusador, mas um ex-namorado da escola. A partir de então, o promotor passou a ofender a vítima.
Após a audiência, um exame de DNA comprovou que a jovem de fato estava grávida do próprio pai.
O subprocurador do Ministério Público, Fabiano Dallazen, acredita que, como em diversos outros casos, a vítima foi forçada a mudar o depoimento por pressão da própria família.
A Corregedoria do MP vai investigar também a conduta da juíza Priscila Gomes Palmeiro, que estava presente no momento das agressões.
Segundo o subprocurador, ela teria a obrigação de intervir em casos de excesso por parte de magistrados e proteger as vítimas em juízo.


