21/09/2016 08h50
Média de denúncias de compra de votos chega a nove por dia
Comunicado de crime pode ser feito por aplicativo de celular
Correio do Estado
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) recebe uma média de nove denúncias por dia de algum tipo de irregularidade cometida por candidatos nestas eleições, entre eles o mais grave é a compra de votos. Esse volume foi informado apenas por meios eletrônicos e não está na estatística os registros realizados na própria sede do órgão.
A partir deste ano, o eleitor ou mesmo outros candidatos podem apontar possíveis casos de compra e venda de votos, entre outros ilícitos eleitorais por meio de aplicativo para o celular, tanto no sistema Android como no iOs, e na internet.
Isso possibilitou que as suspeitas cheguem aos procuradores de forma mais ampla. Além disso, o MPF-MS lançou a campanha “Voto vendido, futuro perdido” para tentar aumentar os registros de possíveis crimes eleitorais.
Até ontem, pelo menos 300 casos foram formalizados ao MPF e serão investigados.
“Não por acaso, o trabalho de conscientização se inicia a duas semanas das eleições. Este é o período de maior incidência de compra de votos e contamos com a população para denunciar crimes e ilícitos eleitorais”, destacou o procurador de Justiça Edgar Miranda, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Eleitorais (CAO Eleitoral).
A maior fiscalização, segundo o procurador regional eleitoral Marcos Nassar, deve ser feita pela população, que é a única a se abordada pelos candidatos.
“Os cidadãos são os olhos do Ministério Público em cada município, fundamentais para promover eleições limpas e assegurar uma votação justa e democrática”, opinou.
O MPF também tem a parceria do Ministério Público Estadual e da Associação Sul-mato-grossense dos Membros do Ministério Público para tentar aumentar a fiscalização sobre ilícitos eleitorais. A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul deu apoio à campanha.
O candidato que for condenado por compra de voto pode perder o mandato, caso tenha sido eleito, ter seu registro cassado, pagar multa e ficar inelegível por oito anos.


