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domingo, 18 de outubro, 2026

Torcida protesta com ameaças em vestiário do Corinthians; só Ralf dá entrevista

03/02/2014 10h20

Os protestos foram organizados pelos membros da Gaviões da Fiel

Terra

Os jogadores do Corinthians combinaram que nenhum deles daria declarações à imprensa antes, durante ou após a partida deste domingo, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli. Confirmada a derrota por 2 a 1 em um jogo que os corintianos nem queriam entrar em campo por conta da invasão ao CT no sábado, quando foram hostilizados e ameaçados, eles saíram cabisbaixos e já estão sob nova pressão das organizadas.

Antes mesmo do duelo acabar, membros da Gaviões da Fiel desceram das arquibancadas e se dirigiram à frente do portão dos vestiários. Cerca de 15 policiais foram correndo ao local proteger os atletas perto do túnel de acesso à parte interna do estádio.

Em um primeiro momento, os torcedores não tentaram invadir o local, mas gritaram palavras de ordem contra os jogadores após a terceira derrota consecutiva do Corinthians no Paulista.

“Se o Corinthians não jogar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar”, “Ei, Edu (Gaspar, gerente de futebol do clube), vai tomar no c…”, “Pato, c…, fora do Timão” e “Ou joga por amor ou joga por terror”, este já cantado na goleada por 5 a 1 sofrida diante do Santos, na última quarta, foram os gritos da torcida após a derrota para a Ponte. Na saída para os vestiários, o volante Ralf mudou de ideia e falou algumas palavras para dar confiança ao grupo neste momento de dificuldades.

“É uma situação difícil, não é para falar. Agora é trabalhar”, disse o volante, visivelmente abalado.

Ponte Preta fez 2 a 1 no Corinthians e afundou adversário na criseFoto: Marcos Bezerra / Gazeta Press