15/12/2016 07h40
O interrogatório será no dia 7 de fevereiro, às 15h, na sede da Justiça Federal de Curitiba
Paranaportal
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância marcou nesta quarta-feira (14) o interrogatório do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba desde o dia 19 de outubro.
O interrogatório será no dia 7 de fevereiro, às 15h, na sede da Justiça Federal de Curitiba.
Nesta quarta, o juiz ouviu na manhã desta quarta-feira a última testemunha no processo em que Cunha é acusado de receber propina para na compra dos campos de petróleo em Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.
O advogado José Tadeu Chiara, ouvido hoje, explicou o funcionamento de trusts. Ele disse que “quando se entrega o dinheiro para uma trust gerenciar, ele deixa de ser sua propriedade. Logo, não precisa ser declarado. E que o trustee tem autonomia para gerenciar o dinheiro”.
Por motivos de saúde, Chiara – que já foi ouvido como testemunha de defesa na Câmara Federal, quando Cunha era presidente da Câmara e respondia a um processo no Conselho de Ética – precisou remarcar duas vezes o depoimento como testemunha de defesa na Lava Jato. Mesmo assim, a defesa de Cunha insistiu no depoimento.
Ao todo, 22 pessoas foram indicadas pelos advogados de Eduardo Cunha. As audiências dessa fase do processo começaram no mês de novembro. Cunha acompanhou pessoalmente todos os depoimentos das testemunhas.
Penitenciária
Até o dia do depoimento ao juiz Sérgio Moro, Cunha deve permanecer preso. Ele já perdeu recursos com pedidos de soltura. O juiz aguarda posicionamento do Ministério Público Federal para decidir se vai transferir Cunha ao Complexo Médico-Penal, em Pinhais, para junto de outros presos da Lava Jato. O pedido foi feito pela Polícia Federal para liberar espaço na Superintendência em Curitiba.
O ex-deputado é réu na Justiça Federal do Paraná e foi preso preventivamente por determinação do juiz Sérgio Moro, depois que teve o mandato cassado e perdeu o foro privilegiado. Ele responde por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Os procuradores do MPF mantém a prisão de Cunha alegando que há possibilidade de fuga dele para o exterior, onde o ex-parlamentar teria recursos escondidos.


