08/01/2017 06h10
Há uma semana, Adriano foi morto a tiros por policial rodoviário federal
Correio do Estado
Indignados com a morte do empresário Adriano Correia, de 33 anos, há uma semana em briga de trânsito com o policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, de 47 anos, amigos, parentes e moradores da Capital fazem manifestação no Centro da cidade, na tarde de hoje.
Cerca de 150 pessoas, a maioria vestida de branco, se concentraram na Praça Ary Coelho e depois de oração, seguiram em passeata até a Avenida Ernesto Geisel, local onde Adriano foi morto a tiros.
Durante a caminhada, a Avenida Afonso Pena foi interditada e duas motos da Polícia Militar acompanharam a manifestação.
Pedindo Justiça e contra a impunidade do policial, o irmão de Adriano, Paulo Nascimento, de 48 anos, participa do ato. “Queremos que o PRF não saia da cadeia e que tenha a Justiça que ele merece. A família está inconformada, ainda não caiu a ficha. Nada que o PRF fizer vai trazer meu irmão de volta”.
Quem também participa da manifestação é Clemilson Santos, de 24 anos, que convivia com o empresário em festas. Segundo ele, Adriano tinha costume de beber, mas nunca se alterava ou se mostrava violento. “Ele era muito tranquilo e alegre”, disse.
Depois da passeata, os manifestantes fizeram nova concentraram no trecho da Avenida onde houve o desentendimento e a morte do empresário.


