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Exército e agentes começam ação para atuarem em presídios

01/02/2017 07h20

Exército e agentes começam ação para atuarem em presídios

Tecnologia que pertence ao CMO deve ser reforço dessa atuação.

Correio do Estado

Efetivo do Comando Militar do Oeste (CMO) e servidores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) começaram trabalho conjunto que será desenvolvido nos presídios de Mato Grosso do Sul.

O Exército deve fornecer tecnologia que mantém no Estado para realizar monitoramento. A Agepen não detalhou como deve ser o procedimento de trabalho dessa parceria.

As conversas entre as duas partes começaram na semana passada, quando o diretor da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, João Bosco Correia, e os agentes penitenciários Edmilson Rodrigues Horácio e Geilson Mendes fizeram palestra a militares para tratar a rotina de uma unidade prisional.

Foram repassados também características do trabalho dos agentes e como são realizadas as operações de pente-fino. Esse detalhamento foi dado para justamente aproximar o Exército da rotina e permitir que militares também possam sugerir ações em conjunto.

“O Exército dispõe de equipamentos que nós ainda não possuímos. E é importante essa apresentação por parte de nossos servidores, que têm experiência de todo o trabalho executado dentro de nossos presídios”, disse o demissionário diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia.

Hoje Stropa entregou carta de demissão ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) por conta de investigação do Ministério Público Estadual sobre casos de corrupção na agência.

O Ministério da Saúde divulgou novos dados sobre o surto de febre amarela no Brasil e excluiu Mato Grosso do Sul da lista de estados brasileiros onde foram registrados casos suspeitos. De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), o ministério não havia levado em consideração que o caminhoneiro que passou o fim de ano em Bonito – a 257 km de Campo Grande – e depois apresentou sintomas da doença também havia passado por São Paulo.O caso continua em investigação, mas agora a unidade da federação para onde o paciente pode ter contraído o vírus também é motivo de dúvida, conforme consta no último boletim de epidemiológico divulgado pelo ministério.Segundo a SES, o homem de 39 anos, que vive em Blumenal (SC), ficou em Mato Grosso do Sul do dia 25 de dezembro a 2 de janeiro. Além de Bonito, ele fez paradas em várias cidades até cruzar a divisa com São Paulo. O caminhoneiro só apresentou os sintomas da doença perto do dia 15 de janeiro – intervalo de 13 dias.O período de tempo entre a saída do caminhoneiro do território sul-mato-grossense e a internação dele em Santa Catarina também pode descartar que ele tenha tido contato com o vírus da febre amarela no Estado. Isso porque o período de incubação da doença – intervalo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos sintomas – é de três a seis dias.A Secretaria de Saúde de Santa Catarina comanda a investigação, que depende de exame a cargo do laboratório Adolfo Lutz, em São Paulo (SP), para confirmar se o homem teve febre amarela. Um primeiro exame, feito em Blumenal, deu resultado negativo para a doença e positivo para leptospirose.A SES também monitora a situação e informa que o paciente está bem, já em casa.Surto – Conforme o boletim do Ministério da Saúde, no Brasil, há 430 casos de febre amarela em investigação, 107 foram confirmados e 31 descartados. Dos 113 óbitos notificados, 46 foram confirmados, 64 ainda são investigados e três foram descartados (veja no quadro). Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo são os Estado onde há pacientes com suspeita da doença. “Já o caso atribuído inicialmente, como local provável de infecção ao Mato Grosso do Sul, está sendo reavaliado”, divulgou o ministério.Doença - A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos, por isso, há maior risco em Estado existem matas, como é o caso do Mato Grosso do Sul.Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo. A doença causa insuficiência hepática e renal.A vacina, que tem validade de dez anos, é a melhor forma de prevenção, segundo o Ministério da Saúde.