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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Governo federal vai investir R$ 44,7 bilhões em obras em MS; veja valores por área

Lula lança oficialmente o programa nesta sexta no Rio de Janeiro. Em Mato Grosso do Sul, as obras mais importantes são as da construção do contorno de Três Lagoas; adequação da BR-267 – Alto Caracol – Porto Murtinho; o aeroporto de Dourados.

O governo federal informou que o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investirá R$ 44,7 bilhões em Mato Grosso do Sul nos próximos anos. A iniciativa será apresentada oficialmente nesta sexta-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma cerimônia no Rio de Janeiro. No Brasil, o montante total é de R$ 1,68 trilhão.

Em Mato Grosso do Sul, o governo federal prometeu obras específicas. No bojo de ações, algumas são categorizadas como mais importantes:

1 – Construção do contorno de Três Lagoas;

2 – Adequação da BR-267 – Alto Caracol -Porto Murtinho;

3 – Aeroporto de Dourados;

4 – Mais moradias do Minha Casa, Minha Vida.

Veja outras obras que também vão ser comtempladas pelo PAC:

1 – Ampliação do abastecimento de água em três cidades e em 8 aldeias;

2 – Ampliação do esgotamento sanitário, em 30 cidades;

3 – Obras de reforma, revitalização e construção de creches ou escolas em 35 cidades;

4 – Conectividade em 1354 escolas;

5 – Infovia MS-SP e MS-PR;

6 – Retomada das obras do Centro de Belas Artes e Esportes unificados em Campo Grande;

7 – Restauração de prédios históricos de Corumbá: Casarão do Instituto Luiz de Albuquerque, Antigo Mercadão, Casa do Artesão, da Comissão Mista, da antiga prefeitura e do hotel internacional;

8 – Usina de etanol de segunda geração em Caarapó;

9 – Linhas de transmissão Campo Grande – Paraíso (217 km), Inocência- Ilha Solteira (200 Km) e Paraíso-Chapadão (65 km)

10 – Ferrovias concessão da malha oeste (SP-MS);

11 – Estudo de concessão da nova ferroeste (PR-SC e MS);

12 – Dragagem do rio Paraguai, no trecho entre Corumbá (MS) e Cáceres (MT)

13 – Recuperação da BR-267, entre alto Paraguai e Porto Murtinho;

14 – Concessão da BR-163, tramo sul e norte (estudo para concessão);

15 – Construção do acesso a Ponte da bioceânica;

16 – Construção do contorno rodoviário de Três Lagoas (BR-158/262).

Segundo o governo, o programa terá nove eixos, para atender necessidades em diferentes áreas. Veja cada um abaixo:

17 – Inclusão digital e conectividade: R$ 2,8 bilhões

Investimento para levar internet a toda as escolas públicas, expandir a cobertura do 5G e levar o 4G a rodovias e regiões remotas.

18 – Saúde: R$ 500 milhões

19 – Construção de novas unidades básicas, serão construídas novas unidades básicas, policlínicas, maternidades e compra ambulâncias. Investimento para ampliar oferta de vacinas e hemoderivados e o acesso à telessaúde.

20 – Educação, ciência e tecnologia: R$ 4,5 bilhões

Construção de creches, escolas de tempo integral e a modernização e expansão de institutos e universidades federais.

21- Infraestrutura social e inclusiva: R$ 300 milhões

Investimento em espaços de cultura, esporte e lazer.

22 – Cidades sustentáveis e resilientes: R$ 1,8 bilhão

Construção de novas unidades do Minha Casa, Minha Vida e financiamento para aquisição de imóveis. Investimento em mobilidade urbana, urbanização de comunidades, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e contenção de encostas e combate a enchentes.

23 – Água para todos: R$ 200 milhões

Investimento na revitalização das bacias hidrográficas.

24 – Transporte eficiente e sustentável: R$ 15,4 bilhões

Investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

25 – Transição e segurança energética: R$ 15,7 bilhões

Previsão de universalizar o atendimento no Nordeste e antecipar a universalização de comunidades isoladas na Amazônia Legal.

26 – Defesa: R$ 3,5 bilhões

Investimentos para equipar Exército, Marinha e Aeronáutica.

O PAC

A nova versão do PAC foi coordenada pela Casa Civil, que selecionou projetos de infraestrutura nas 27 unidades da federação.

Lula aposta no retorno do programa para incentivar a geração de emprego e renda com grandes obras em diferentes áreas, com empreendimentos executados pelo governo federal e parcerias com o setor privado.

O PAC foi criado em 2007, no segundo mandato de Lula, e mantido até o final da gestão de Dilma Rousseff, em 2016. Nas edições anteriores do programa, o governo gastou R$ 666,5 bilhões, em valores atualizados pela inflação até junho deste ano.

O valor é pouco mais de 11 vezes maior que o recurso previsto para investimento anual na nova rodada, que é de R$ 60 bilhões.

Apesar dos altos valores de investimento, o PAC teve baixa execução de obras. Um relatório do TCU de 2019 aponta que o PAC 1 (2007 a 2010) concluiu somente cerca de 9% das ações previstas no período. Já o PAC 2 (2011 a 2014) entregou 26% das medidas previstas.

Fonte: G1 MS