Casos ocorreram em um intervalo de quatro anos em Barretos (SP) e totalizaram um prejuízo de R$ 5 milhões.
A Polícia Civil de Barretos (SP) confirmou ao g1 nesta sexta-feira (22) que investiga uma eventual relação entre os roubos milionários de pedras de boi deste ano e o de 2019. Ambos os crimes ocorreram na cidade do interior de São Paulo e totalizam um prejuízo de R$ 5 milhões.
O mais recente foi na manhã de terça-feira (19), quando três homens renderam cinco funcionários de uma empresa de exportação e levaram uma quantia do produto avaliada em R$ 2 milhões.
As vítimas, duas chinesas e três brasileiras, estavam em um carro que foi parado pelo carro dos bandidos, na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326). Dois deles desceram armados e anunciaram o assalto. Eles entraram no veículo dos funcionários e os levaram até um canavial, onde foram amarrados.
Um deles tinha um canivete e conseguiu se soltar e soltar os demais. Já os ladrões levaram as pedras de boi, dinheiro e celulares. Ninguém foi preso.

Possível relação entre roubos
À frente das investigações do caso, o delegado Daniel do Prado Gonçalves disse que ainda tenta identificar quem são os criminosos e se eles chegaram a participar do roubo há quatro anos.
“As investigações ainda estão muito no começo. A gente está coletando algumas informações, imagens, está bem no comecinho. Não vou nem falar que sim e nem que não [se há relação entre os crimes], é só a possibilidade de ser alguém específico porque a venda desse material, a receptação dele é para poucas pessoas que trabalham com isso”, explicou.
Um boletim de ocorrência foi registrado pelo crime de roubo.

Relembre o crime de 2019
Em 2019, a Polícia Civil de Barretos prendeu um casal suspeito de integrar uma quadrilha envolvida no roubo de R$ 3 milhões em pedras de boi.
Eles teriam participado de um assalto a um escritório que comercializava cálculos biliares bovinos e levaram em torno de 18 quilos após ameaçarem funcionários.
Na ocasião, além das prisões, a polícia encontrou nas casas de três empresários suspeitos de receptação das pedras documentos suspeitos como uma espécie de livro-caixa com detalhes de movimentações financeiras manuscritos.
Em julho de 2023, a polícia chegou até Afrânio Cássio Ferreira e Caique Silva Lima, que foram presos por suspeita de fazer parte da mesma quadrilha.
Fonte: G1 SP


