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domingo, 18 de outubro, 2026

Tribunais de MS têm 250,7 mil ações com erros em números de CPF ou sem nome

Dados são compilados pelo CNJ, que começou a acompanhar esses números devido à alta incidência de equívoco

A Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul é o que apresentar maior quantidade de erros no cadastramento das partes passivas de processos judiciais. Os dados são compilados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que começou a acompanhar esses números devido à alta incidência de erros identificados em todos os tribunais do Brasil. Ao todo, são 250.793 processos identificados com erros desde 2020 em quatro tribunais de MS.

Conforme o painel Detalhamento de Inconsistências em processos, a Justiça Itinerante se equivoca em 84% deles no cadastramento do polo passivo (que respondem as ações) que começam a tramitar nela, mas na quantidade absoluta, são apenas 177 erros. O segundo maior percentual de ações com erros é a Vara de Infância e Adolescência de Campo Grande. Nela são 50,4% de inconsistências e um total de 2.647.

Em segundo e terceiro lugar aparecem outras duas varas que tratam de assuntos relacionados a criança e juventude em Dourados e a outra de Campo Grande, com 34,3% e 31,8% de erros, respectivamente. São, na vara de Dourados, 1.426 com equívocos e 2.806 na da Capital.

Tais inconsistência estão relacionadas a números de CPF ou CNPJ inválidos ou partes que não têm documento mesmo e pessoas físicas sem data de nascimento informada ou nome ou sexo informados.

Tribunais de MS têm 250,7 mil ações com erros em números de CPF ou sem nome

Desde 2020, através de resolução, o CNJ instituiu o Datajud (Base Nacional de Dados do Poder Judiciário) que é a fonte primária de dados do SIESPJ (Sistema de Estatística do Poder Judiciário). Cada tribunal no Brasil deve encaminhar as informações ao Conselho Nacional. Desde então, identificou-se as inconsistências sendo elas, segundo o Painel de Erros do Datajud: cadastro de processo sem assunto; ausência de documento principal ou outro documento necessário das partes; cadastro de ação indicação de polo ativo; e por fim, casos novos sem nenhuma movimentação.

As inconsistências nas partes ativas – que ajuízam as ações – são lideradas pela Vara Criminal de Rio Brilhante, com equívocos em 22,6% dos casos, o mesmo que 1.209 processos; seguida pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande, com 22% e 9.659 ações com erro em relação ao total impetrado. A primeira Vara Criminal de Ponta Porã aparece com 21% de erros e 1.727 ações.

Mais tribunais – O TRT 24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), que atua em Mato Grosso do Sul são 1.813 ações com inconsistências nas partes desde 2020; 144 em relação ao assunto e apenas uma com inconsistência em dados básicos. No TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) foram identificados apenas 27 casos de erros em partes e nenhum nos demais itens.

Na Justiça Federal são 6.718 ações com erros relacionados às partes e 5.750 relacionadas aos assuntos. Erros em dados básicos somam 138 ocorrências.

Fonte: Campograndenews