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Sargento que matou tenente em briga por carro, estava afastado da PM

04/07/2017 08h30

Sargento que matou tenente em briga por carro, estava afastado da PM

Policial militar está afastado e disparou três vezes contra a vítima.

Correio do Estado

O policial militar, com patente de sargento, César Diniz da Silva prestou depoimento na tarde de hoje na 2ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande. Ele é suspeito de ter atirado e matado o também militar, que era tenente, João Miguel Além Rocha, no último sábado (1º), no bairro Nova Lima. Diniz está afastado da Polícia Militar por problemas de saúde.

Por meio de sua defesa, ele disse lamentar o assassinato e sente “dor” pelo crime.

Delegado responsável pelo caso, Weber Luciano de Medeiros, disse em coletiva de imprensa que o crime aconteceu depois que os dois policiais reivindicavam a propriedade de um automóvel, modelo Nissan Sentra.

Em depoimento, o sargento alegou legítima defesa e em sua versão teria deixado o carro na oficina da Rua Gualter Barbosa. Depois disso, recebeu ligação do dono do local informando que um homem havia chegado no estabalecimento com guincho para levar o veículo, afirmando que era o verdadeiro proprietário.

No local, ambos discutiram e, ainda conforme o sargento, Rocha desferiu um tapa em seu rosto, sacou um revólver calibre .38 e atirou.

Césa Diniz da Silva teria corrido e se escondido atrás do guincho, onde também sacou sua arma, uma pistola .40, e disparou. Três tiros atingiram a vítima, que morreu no local. Armas do sargento e do tenente foram entregues para o delegado hoje.

Além do tenente morto a tiros, o funcionário de uma borracharia, Gustavo Oliveira Mendonça, que não estava envolvido na discussão, foi ferido com um tiro na barriga. Entretanto, ainda não se sabe de qual arma o tiro partiu.

Delegado que conduz a investigação relatou que ainda é cedo para afirmar detalhes, pois caso ainda depende dos laudos periciais e oitivas de testemunhas.

O sargento responderá por homicídio e, caso seja comprovado que o tiro que atingiu Gustavo tenha partido de sua pistola, ele também responderá por tentativa de homicídio.

DEFESA

Advogado do PM indiciado, Sebastião Francisco dos Santos Júnior, disse que o cliente o procurou no mesmo dia do crime e combinaram de ir até a delegacia prestar o depoimento. Diniz afirmou que não sabia que a vítima era policial e, ainda conforme o advogado, está muito abalado, ademais, está afastado da PM por problemas de saúde.

“Ele saiu da cena do crime pois ficou com medo de haver mais alguém armado no local. E só foi saber depois que a vítima era um policial. Ele lamenta muito, pois além disso está com um rompimento no tendão na perna direita e em uma escala de 0 a 10, a dor é 9”, disse o advogado.

Sargento não falou com a imprensa. Delegado descartou, a princípio, pedir prisão preventiva do PM.

Tenente da PM foi morto a tiros - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

Revólver calibre 38, do tenente, e pistola .40 do sargento, foram entregues na delegacia - Foto: Gerson Oliveira