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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

PF de P. Porã também quer adicional de fronteira

27/02/2014 07h20

Nova parada está prevista para os dias 11, 12 e 13 de março, com o slogan “Segurança Pública Padrão FIFA”

Divulgação (TP)

Policiais federais lotados na Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã também estiveram paralisados nestas terça e quarta-feira (25 e 26), em protesto pelas péssimas condições de trabalho, pela falta de estrutura, pelo não reconhecimento de funções de nível superior, pela baixa remuneração e, principalmente, pela reestruturação de cargos e carreira.

Entretanto, além do que exigem seus companheiros de todo o país, de Campo Grande e de outros municípios do Estado, em Ponta Porã os policiais federais também querem receber o adicional de fronteira, que seria um abono pelo índice de “insalubridade” peculiar em fronteiras secas como a de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Protesto semelhante foi feito em 2012 e se estendeu por mais de 70 dias, mas, os federais perderam a queda de braço para o Governo Federal, que não moveu uma palha para atender às reivindicações dos agentes federais, escrivães e papiloscopistas.

Considerando que o tráfico consegue vencer as frágeis barreiras impostas pelas forças policiais ao longo da fronteira e nos grandes centros do país, é de se supor que, nestes dias de paralisação, os traficantes “se divirtam”.

A maior preocupação, entretanto, é a aproximação da Copa do Mundo, quando a segurança pública do país estará em cheque e, sem os federais, a coisa pode ficar ainda pior, com riscos inclusive de ataques terroristas, já que os serviços de inteligência estarão inoperantes.

Eles paralisaram as atividades investigativas e operacionais no dia 7 de fevereiro, mantendo apenas os serviços essenciais (30% do efetivo), organizando um “algemaço”. No dia 11 de fevereiro, apontaram que a Polícia Federal está na UTI, por 24 horas. Desta vez, o manifesto durou 48 horas, denominado “Alerta Copa do Mundo”, voltando a ironizar a situação como “O Dia do Enfermo – Polícia Federal na UTI”, ao mesmo tempo em que denunciaram a desmotivação dos policiais, o assédio moral, a evasão do órgão, o sucateamento funcional e os cargos desvalorizados.

Segundo o representante do sindicato, a principal luta é para receber subsídios de nível superior, já que recebem atualmente salário de nível médio. De acordo com ele, a lei 9.296, sancionada em 1996, definiu que os concursos da Polícia Federal seriam de nível superior. Entretanto, até hoje não foi feito o reajuste salarial.

A cobrança também é por reconhecimento das atribuições exercidas pelos agentes federais, escrivães e papiloscopistas. “Pedindo o apoio da sociedade, cobramos a solução dos diversos problemas que estamos passando”, disse o sindicalista. Policiais federais estariam abandonando o cargo por estarem desmotivados com as más condições de trabalho e salário baixo.

Nova parada está prevista para os dias 11, 12 e 13 de março, com o slogan “Segurança Pública Padrão FIFA”. Depois disso, ainda sem data marcada, o protesto deve se estender por 30 dias. (*Jornalista – MTB/MS 1266).

Texto: Edmondo Tazza

Federais de Ponta Porã também aderem ao movimento nacional(Foto: Luiz Carlos)