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domingo, 18 de outubro, 2026

Clima entre fazendeiros e indígenas volta a ficar tenso um ano após morte

04/08/2017 07h

Em junho de 2016, um índio morreu e seis ficaram feridos em conflito. Forças de segurança estão na região para evitar novos confrontos.

Douradosnews

Nesta quinta-feira (03), policiais militares da Força Tática de Dourados e do Batalhão de Choque de Campo Grande deixaram a área de conflito por terras em Caarapó. Após a tentativa de invasão de indígenas da aldeia Tey Kuê a uma propriedade rural, na segunda-feira (31), o clima era de tensão e junto a Força Nacional, estes permaneciam em alerta no local.

Conforme o comandante do 3°Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Carlos Silva, “a situação é mais tranquila”, o que possibilitou que os policiais deixassem o local.

Ele cita que os indígenas continuam nas proximidades da área, no entanto, não houveram outras tentativas de invasão.

“A Força Nacional continua no local em alerta e os indígenas aguardam representantes do MPF (Ministério Público Federal) intermediarem a situação com a Funai (Fundação Nacional do Índio)”, explicou.

Ainda de acordo com o comandante, caso haja necessidade, os policiais retornarão à área.

Relembre o caso

Na tentativa de invasão, os ânimos ficaram exaltados. Os indígenas gritavam e um deles arremessou um objeto em direção a um produtor rural relembre aqui.

O grupo recuou após a chegada da polícia e da Força Nacional, no entanto, continuou a “cercar” a área. O Batalhão de Choque da Polícia Militar da Capital esteve na região, na quarta-feira (02), em apoio a Polícia Militar de Dourados.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, representantes da Funai, da Força Nacional e também lideranças indígenas locais buscam soluções para a situação.

Histórico

Em junho de 2016, o agente de saúde, Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, morreu e outros seis índios ficaram feridos durante conflito com fazendeiros na região. Três policiais que trabalhavam na região também foram feridos. Os militares tinham ido acompanhar o Corpo de Bombeiros em socorro às vítimas do conflito e acabaram sendo feitos reféns pelos índios. Eles tiveram armas e coletes balísticos recolhidos.

Dourados Amambaipeguá I

A Terra Indígena Dourado-Amambaipeguá I abriga quatro comunidades (tekoha) denominadas Javorai Kue, Pindo Roky, Km 20/ Urukuty e Laguna Joha, com população aproximada de 5.800 pessoas, de acordo com a Funai.

Devido ao processo de expropriação dos territórios indígenas, que teve início em 1882 com o início da atividade de produção de erva-mate e a chegada de colonos gaúchos após a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), os guarani-kaiowá passaram a viver dispersos pela região, conforme a fundação.

Policiais ficaram no local em apoio a Força Nacional- Foto: DIvulgação

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