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Com documento de MS, acusado de matar jornalista escapa de extradição

09/11/2017 16h20

Com documento de MS, acusado de matar jornalista escapa de extradição.

Neneco está sendo julgado há três semanas no Paraguai acusado de ser o mandante do assassinato de Pablo Medina. Seu sobrinho foi apontado como um dos executores. Ele fugiu para o Brasil após ter a prisão decretada no Paraguai.

Diário MS

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou a extradição de Flavio Acosta Riveros, um dos acusados pelo assassinato do jornalista paraguaio Pablo Medina e da estudante Antonia Almada. O duplo homicídio ocorreu no dia 16 de outubro de 2014, no departamento de Canindeyú, cidade paraguaia vizinha de Paranhos (MS).

Preso em janeiro de 2015 em Pato Branco (PR), Riveros se encontra sob custódia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Ele é sobrinho do político paraguaio Vilmar Acosta Marques, o Neneco, ex-prefeito de Ypehjú, cidade paraguaia vizinha de Paranhos.

Neneco está sendo julgado há três semanas no Paraguai acusado de ser o mandante do assassinato de Pablo Medina. Seu sobrinho foi apontado como um dos executores. Ele fugiu para o Brasil após ter a prisão decretada no Paraguai.

Ao negar o pedido de extradição feito pela Justiça paraguaia, o STF alegou que tomou a decisão levando em conta um registro de nascimento apresentado pela defesa de Flavio Riveros, atestando que ele nasceu em Sete Quedas (MS) no dia 31 de julho de 1985.

Existe também um registro de nascimento de Riveros em solo paraguaio, em 12 de abril de 1993, na cidade de Ypejhú. Entretanto, para a Justiça do Brasil, a evidência confirma que o registro de nascimento válido é aquele feito em território brasileiro.

O artigo 50 da Constituição Federal diz que nenhum brasileiro será extraditado, exceto naturalizado, no caso de um crime comum, praticado antes da naturalização ou ligação comprovada com o tráfico de entorpecentes.

Júri no Brasil

Após a decisão do STF, a Justiça paraguaia cobrou informações sobre qual será o destino de Flavio Riveros. Anteontem, o Ministério Público brasileiro informou oficialmente ao Paraguai que o acusado continuará preso e será julgado, em solo brasileiro, como um dos autores do duplo homicídio.

Mesmo com a decisão da Justiça brasileira, o Paraguai informou que vai tentar provar que o registro de nascimento expedido em Sete Quedas é falso.

Em 2015, quando foi preso em Mato Grosso do Sul, Vilmar Acosta Marques também apresentou um registro de nascimento em território sul-mato-grossense, mas o STF manteve a decisão do juiz de Sete Quedas, que tinha cancelado o documento. Ele foi extraditado no final daquele ano para o Paraguai, onde está preso. O motorista de Neneco, Arnaldo Cabrera, foi condenado a cinco anos de prisão por participação no duplo homicídio.

Flavio Acosta Riveros, acusado de matar jornalista paraguaio na fronteira com MS, está preso em Foz do Iguaçu– Foto: ABC Color.

Com documento de MS, acusado de matar jornalista escapa de extradição