10.3 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Conforme IGGE, mais de 29 mil pessoas foram diagnosticadas com autismo em MS

Segundo os dados levantados, em Mato Grosso do Sul, 29.088 pessoas confirmaram ter o diagnóstico do Transtorno, o que corresponde a 1,1% da população total.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (23) os resultados preliminares da primeira pesquisa que traz informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ano de 2022. A publicação traz os perfis sociodemográfico e educacional das pessoas de 2 anos ou mais de idade das pessoas diagnosticadas por um profissional da saúde com autismo. 

Segundo os dados levantados, em Mato Grosso do Sul, 29.088 pessoas confirmaram ter o diagnóstico do Transtorno, o que corresponde a 1,1% da população total. Com esse número, o estado fica na 18ª posição no ranking entre os estados brasileiros. 

Entre os municípios de MS, o maior percentual foi o da cidade de Corguinho, com 2% da população diagnosticada, seguido por Bela Vista, com 1,7%. Os menores percentuais registrados foram nos municípios de Novo Horizonte do Sul, com 0,3%, e Rio Negro, 0,4%. Na capital, foram registradas 10.779 pessoas com o diagnóstico de TEA, o que corresponde a 1,2% da população total da cidade. 

Com relação à comparação por sexo, no Estado, 17.654 homens foram diagnosticados com autismo em 2022, o que corresponde a 1,3% da população total. O número de mulheres foi de 11.435, o que equivale a 0,8% da população total. Assim, o percentual de homens diagnosticados com TEA em comparação com a população total é 62,5% maior que o de mulheres. 

Toda a faixa etária de 0 a 19 anos apresenta percentuais altos para os diagnósticos, porém o maior percentual de pessoas com TEA é nas idades de 5 a 9 anos com 4.237 diagnósticos (2% da população total). 

O Analista Raphael Alves explica que o alto percentual nas idades menores pode estar relacionado ao aumento das iniciativas de busca por diagnósticos. 

“As iniciativas de busca por diagnósticos se intensificaram nos anos mais recentes e a identificação desta característica nestes primeiros anos ganhou importância devido à necessidade de esforços diferenciados no desenvolvimento das crianças e jovens com algum grau de autismo”, comenta. 

Nacional
De acordo com o Censo 2022, foram identificadas 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com o TEA, o que corresponde a 1,2% da população total do país. A prevalência maior foi entre os homens, com 1,5% e entre as mulheres foi de 0,9%. Assim, 1,4 milhões de homens e 1 milhão de mulheres no Brasil foram diagnosticadas como autistas em 2022 por algum profissional da saúde. 

Transtorno do Espectro Autista
A inclusão do autismo no questionário do Censo Demográfico de 2022 foi determinada pela Lei nº 13.861, de 2019, que modificou a Lei nº 7.853, de 1989, para “incluir as especialidades inerentes ao transtorno do espectro autista – TEA, nos censos demográficos”. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o autismo é caracterizado por “déficits persistentes na habilidade de iniciar ou manter interações sociais e comunicação social recíprocas, e por uma gama de padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos, repetitivos e inflexíveis, que são claramente atípicos ou excessivos para a idade e o contexto sociocultural do indivíduo”. 

Os sinais de alerta surgem nos primeiros meses de vida, mas a confirmação do diagnóstico costuma ocorrer aos dois ou três anos de idade.

Os sinais mais comuns do TEA são:

Apresentar atraso anormal na fala;
Não responder quando for chamado e demonstrar desinteresse com as pessoas e objetos ao redor;
Ter dificuldades em participar de atividades e brincadeiras em grupo, preferindo sempre fazer tarefas sozinho;
Não conseguir interpretar gestos e expressões faciais;
Ter dificuldade para combinar palavras em frases ou repetir a mesma frase ou palavra com frequência;
Apresentar falta de filtro social (sinceridade excessiva);
Sentir incômodo diante de ambientes e situações sociais;
Ter seletividade em relação a cheiro, sabor e textura de alimentos;
Apresentar movimentos repetitivos e incomuns, como balançar o corpo para frente e para trás, bater as mãos, coçar algumas partes do corpo (como ouvidos, olhos e nariz), girar em torno de si, pular de forma repentina, reorganizar objetos em fileiras ou em cores;
Mostrar interesse obsessivo por assuntos considerados incomuns ou excêntricos, como biologia, paleontologia, tecnologia, datas, números, entre outros;
Além disso, alguns autistas podem manifestar acessos de raiva, hiperatividade, passividade, déficit de atenção, dificuldades para lidar com ruídos, falta de empatia diante determinadas situações e aumento ou redução na resposta à dor e a temperaturas.
 

Fonte: Correiodoestado