Mercado de trigo segue lento no Sul do Brasil com boas perspectivas para a safra 2025

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul seguem em ótimo estado, com 95% das áreas classificadas como boas ou excelentes, de acordo com levantamento da TF Agroeconômica. Apenas 5% das lavouras estão em condição mediana.

Do total de áreas plantadas, 82% estão em fase vegetativa, 14% em florescimento e 4% iniciaram o enchimento de grãos. A colheita deve começar em 15 de outubro, podendo atingir até 15% das áreas ainda no mesmo mês. A qualidade e sanidade das lavouras mantêm expectativas positivas para a safra estadual.

Mercado disponível no RS continua lento

O mercado gaúcho de trigo disponível permanece lento, influenciado pelo abastecimento dos moinhos e pela oferta limitada do cereal. Os preços indicativos no interior variam entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada, enquanto o trigo branqueador em Lagoa Vermelha é cotado a R$ 1.650 FOB.

O estoque final da safra antiga deve se esgotar em setembro nas mãos dos armazenadores, ficando o estoque de passagem integralmente com os moinhos. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas da safra nova já foram negociadas, sendo 60 mil destinadas à exportação e 30 mil para moinhos.

Situação do trigo em Santa Catarina

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com poucas vendas pontuais e oferta limitada da safra nova. O excesso de trigo gaúcho limita qualquer aumento de preço, que atualmente está entre R$ 1.300 e R$ 1.330 FOB, mais frete e ICMS.

Preços pagos aos produtores variaram regionalmente, com recuos em cidades como Canoinhas e Xanxerê (R$ 75/saca), enquanto outras regiões mantiveram ou registraram pequenas elevações.

Paraná apresenta mercado lento com pressão de importações

No Paraná, o mercado também permanece lento. Os preços spot caíram para R$ 1.400 CIF, enquanto os preços futuros estão em R$ 1.300 CIF moinho. O trigo importado, principalmente do Paraguai e da Argentina, se mostra competitivo frente ao produto local.

A média de preços pagos aos produtores recuou 0,57%, para R$ 75,44/saca, mantendo a margem de lucro dos triticultores em cerca de 3,5%. Embora inferior ao observado no início do ciclo, ainda existem oportunidades de lucro no mercado futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio