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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Presidentes de sociedades médicas opinam a respeito da pesquisa do CFM sobre o SUS

Leia abaixo a avaliação de presidentes de algumas sociedades de especialidades sobre o SUS.

27/06/2018 15h50 – DN

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou hoje, 26, os resultados da pesquisa “Opinião dos brasileiros sobre o atendimento público na área de saúde”. Com o objetivo de avaliar a percepção ao acesso e qualidade do sistema público brasileiro, o levantamento também visou levantar sugestões de melhorias no atendimento à população. Segundo o estudo, 55% dos entrevistados consideram a saúde pública como ruim ou péssima – e apenas 10% como boa.

As entidades médicas a seguir estão à disposição para comentar a pesquisa. Leia abaixo a avaliação de presidentes de algumas sociedades de especialidades sobre o SUS.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Atualmente, cerca de 70% da população idosa dependem exclusivamente do SUS. A estimativa é que até 2050 o número de pessoas acima dos 60 anos chegue a 66,5 milhões, o que impactará ainda mais a rede pública de saúde. “Ainda existem poucos equipamentos voltados ao idoso, como unidades de saúde que tenham estrutura adequada e equipes capacitadas em geriatria e gerontologia. Precisamos de uma rede de atendimento ao idoso, com centros-dia, centros de convivência e Instituições de Longa Permanência”, diz o presidente eleito da SBGG, Dr. Carlos André Uehara.”

Sociedade Brasileira de Patologia

A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) aponta que um dos principais problemas para a especialidade é o repasse feito pelo SUS para os laboratórios. Um exemplo é o da análise cervico-vaginal (Papanicolau), um dos principais procedimentos da especialidade, que atualmente remunera R$6,97 ao médico patologista, muito aquém do custo dos materiais para sua realização, algo em torno de R$ 15. “A tabela de repasses da patologia está desatualizada e não contempla boa parte dos procedimentos necessários para o diagnóstico do câncer”, diz Dr. Clóvis Klock, presidente da SBP.

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Dr. Flávio Ejima, relata problema similar. “Temos a exata noção das dificuldades de atendimento do SUS com relação aos baixos valores de remuneração e sucateamento dos serviços”, diz. A pesquisa aponta que 63% dos entrevistados consideram difícil ou muito difícil ter acesso à exames de imagens no Brasil.

Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear

Para a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), especialidade que atua para que o câncer não se desenvolva para outras regiões (metástase) e qualidade de vida paciente, 30% dos usam a medicina nuclear são oriundos da saúde público de saúde. Os outros 70% utilizam a rede particular. “Há um déficit muito grande da especialidade com relação a outros países, como Chile e Uruguai, o que impacta na detecção do câncer e na expectativa de vida deste paciente”, relata o presidente da SBMN, Dr. Juliano Cerci.