4º BPM reforça importância da denúncia após mulher romper ciclo de 18 anos de violência em Ponta Porã

“Nunca é tarde para dar o primeiro passo rumo à liberdade.” Com esse sentimento de superação, uma mulher de Ponta Porã decidiu, neste fim de semana, romper um ciclo de violência doméstica que se estendia por quase duas décadas.

A Polícia Militar do 4º Batalhão, foi acionada para atender uma ocorrência na região Sul de Ponta Porã. Segundo o relato, a vítima foi agredida fisicamente com um chute na face após uma crise de ciúmes infundada do autor. Para salvar a própria vida, ela se trancou no banheiro e conseguiu pedir ajuda a uma líder religiosa da comunidade, que prontamente acionou a PM, através do 190.

Ao acolher a vítima, os policiais militares ouviram um relato emocionante e doloroso. As agressões ocorriam há cerca de 18 anos, mas o medo e o silêncio impediam a denúncia. Entre os episódios mais graves, a mulher relatou que a perda de um bebê, em uma gestação de oito meses, desencadeada por ameaças, agressões e tortura psicológica sofridas pelo autor; a violência extrema sofrida pela gestante acarretou em complicações de saúde que tornaram inevitável a interrupção da gravidez.

Desta vez, porém, a história teve um desfecho diferente. Ao decidir falar e buscar auxílio, a vítima recebeu o amparo da Polícia Militar e o encaminhamento para a rede de proteção. O autor recebeu voz de prisão e foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde responderá pelos seus atos. A mulher também manifestou o desejo de Medida Protetiva de Urgência.

O 4º BPM orienta: Você não está sozinha! O 4º Batalhão de Polícia Militar enaltece a atitude desta mulher. O rompimento do ciclo de violência é um processo difícil, mas essencial para a preservação da vida. Casos como este mostram que, independentemente do tempo de convivência ou da gravidade do histórico, existe saída.

A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a proteção das mulheres e orienta: se você sofre algum tipo de agressão — seja física, psicológica, verbal ou patrimonial — ou conhece alguém que esteja passando por isso, denuncie.
• Emergência: 190 (Polícia Militar)
• Denúncia Anônima: 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Promuse – Programa Mulher Segura (67) 99613-1879

Assessoria de Comunicação Social do 4º BPM/CPA-4