Apesar do aumento, Estado tem o 8º maior percentual de produtores que não utilizaram produto
28/07/2018 13h00 – agências
O uso de agrotóxico cresceu 36% nos últimos 11 anos em Mato Grosso do Sul. A estimativa é baseada nos dados preliminares do Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, em 2006, 11.403 produtores declararam ter utilizado agrotóxicos em suas lavouras. Já no ano passado, este número passou para 15.547. Entretanto, o Estado tem o oitavo maior percentual de produtores que declaram não fazer uso de agrotóxico no seu estabelecimento agropecuário.
Em todo o Brasil, o uso de agrotóxicos aumentou 21,2% em 11 anos. No ano passado, um terço dos produtores agrícolas (1,68 milhão) usou defensivos em seus estabelecimentos, contra 134,36 mil, que não usaram. A utilização de defensivos agrícolas é motivo de acalorado debate no País desde o fim do ano passado, quando deputados da Comissão de Agrotóxicos aprovaram parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) que flexibiliza as regras para a comercialização do produto no Brasil. Em quase dois meses de debates, o assunto mobilizou a atenção diferentes setores da sociedade, opondo representantes do agronegócio e dirigentes de entidades ligadas ao meio ambiente e à área da saúde.
De um lado, grupos ambientalistas criticam que o projeto de lei afrouxará a regulação dos agrotóxicos e poderá trazer riscos para a saúde humana. Do outro, ruralistas defendem a modernização da lei e maior agilidade na liberação de defensivos.
Pelo projeto de lei, a liberação de um novo produto fica centralizada no Ministério da Agricultura, tirando poder decisório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O projeto também diminui para dois anos o tempo máximo de registro de um novo agrotóxico. A discussão se arrasta há meses.


