Por: José Alberto Vasconcellos
05/08/2018 08h – DN
Para explicar o explicável, vamos tomar como exemplo a nota publicada no jornal “O Progresso”, edição de 26.07.2018, intitulada: “MADSON COBRA, DE NOVO, CRECHE PARA VILA VARGAS”. Madson sabemos, é vereador em Dourados pelo DEM e na função e por dever de ofício, reclama à administração municipal a conclusão da obra de uma Creche em VILA VARGAS, argüindo, verbis: ” O vereador Madson Valente (DEM) usou a tribuna livre, durante a sessão de segunda-feira na Câmara de Dourados, para cobrar novamente a administração municipal a conclusão da creche de Vila Vargas, obra que se arrasta desde o início da atual gestão…”
“Madson falou ainda que o ritmo lento das obras tem causado questionamentos, principalmente pelo fato de o GOVERNO TER PASSADO TODOS OS RECURSOS à empreiteira, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).” (nossos os destaques).
Como explicar o atraso na construção e inauguração de uma obra pública, licitada com todos os detalhes e com os recursos necessários totalmente empenhados? É uma pergunta que o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL deveria responder!
Não há problema em aferir o que dispôs a licitação, com o fim de apurar os valores estipulados para os materiais (cuja qualificação sempre aparece detalhada) e o custo da mão de obra. E o essencial: O TEMPO PARA ENTREGA!
A aferição poderá ser feita com um simples cálculo, basta verificar o que falta para o término da obra e estimar o que foi desviado. O desvio está estocado em algum lugar, custodiado por alguém e esse alguém não é difícil de ser identificado e responsabilizado na forma da lei!
O interesse público sufoca qualquer explicação que se pretenda para justificar o abandono da obra (CRECHE). Indefensável o desvio e incabível qualquer argumento, sabendo-se que de início havia os recursos inteiramente alocados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a licitação, evidentemente, cobrou atestado de idoneidade e de capacidade técnica para execução da obra, da vencedora.
Afloram duas vertentes para a solução da paralisação da obra. A primeira seria o Vereador Madson Valente pedir à Câmara a instalação de uma CPI para apurar o por quê da paralisação da obra; a segunda, a intervenção do Ministério Público Federal, porque trata-se, evidentemente de desvio de verba federal (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Com essas providências que denotam competência, responsabilidade e vontade dar-se-á satisfação ao povo desapontado de Vila Vargas que, como o nordestino que espera chuva, fica olhando para o céu, esperando um milagre.
Solução de questão mais complexa — muito mais complexa — foi solucionada por Arquimedes um grego, famoso matemático e físico, que imortalizou um “princípio” o “Princípio de Arquimedes” (observe não é o nosso Ferrinho!), a Teoria: “Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.” Com base nesse conhecimento Arquimedes desvendou um mistério sobre a coroa do rei de Siracusa. Diz a história que Herão, rei de Siracusa, contratou um artesão para fabricar sua coroa com ouro maciço. Ao ser contratado, o rei ofereceu uma bela quantia em dinheiro e forneceu o ouro a ser utilizado na coroa. Após alguns dias, o artesão entregou ao rei, a sua tão desejada coroa. Herão recebeu a coroa, mas desconfiou se o artesão teria usado todo o ouro que recebera…” “A confirmação da igualdade das massas não convenceu o rei, que ainda desconfiado do artesão em relação à mistura de prata com o ouro. (…) “Herão contratou Arquimedes e incumbiu-lhe de descobrir a verdade sobre o fato. Arquimedes dedicou-se exclusivamente ao pedido do rei…” “Certo dia, quando se preparava para o banho, encheu a banheira de água e, ao adentrá-la verificou que certa quantidade de água transbordava. Em virtude dessa observação, ele concluiu que teria como verificar a dúvida do rei. Empolgado com a possível descoberta, saiu correndo pelas ruas em direção ao palácio real, gritando: Eureka! Eureka!, que em grego significa “descobri”
Arquimedes baseou-se na densidade do ouro e da prata, que possuem volumes diferentes e, comparando-as com o volume da coroa, pela água transbordada do balde, concluiu que o artesão havia, mesmo, misturado prata ao ouro, tentando lesar o rei. Dessa forma, Arquimedes concluiu que a coroa fora fabricada com a mistura entre ouro e prata.” (Google).
Assim cabe providência pelo Ministério Público Federal, por tratar-se de verba federal; e igualmente, cabe providência INARREDÁVEL da Câmara Municipal com a CPI, por tratar-se de obra de extremo interesse da comunidade de Vila Vargas, que NECESSITA, urgentemente, da CRECHE! O resto é conversa fiada para engabelar trouxa!
26/29-07.2018 (4900) Membro da Academia Douradense de Letras.


