A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), nos municípios de João Pessoa e Bayeux, no estado da Paraíba, a Operação “Insano 3 – Parte 2, desdobramento da Operação Insano 3, deflagrada em junho do ano passado, com o objetivo de combater fraudes contra a Previdência Social relacionadas à obtenção indevida de benefícios assistenciais (BPC/LOAS) a pessoas com deficiências. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
A investigação teve início a partir da análise de dados que apontaram inconsistências nos documentos médicos encaminhados ao setor de perícia médica da Previdência Social.
A nova fase busca aprofundar as apurações sobre a atuação de intermediários na apresentação de documentos médicos falsos, utilizados para a obtenção indevida de benefícios assistenciais, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo aos cofres públicos identificado até o momento supera R$ 367 mil, em oito benefícios avaliados. Já a economia estimada pode ultrapassar R$ 4 milhões, em futuros pagamentos evitados a partir da detecção das fraudes, com base na expectativa de sobrevida conforme dados do IBGE.
Os investigados podem responder por prática dos crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica e uso de documento falso.
A ação foi conduzida pela Polícia Federal e contou com a participação da CGINP do Ministério da Previdência Social (MPS).
Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário. No Ministério da Previdência Social, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas.

