
Em celebração aos 20 anos da Campanha do Dia Mundial do Rim, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou nesta quinta-feira (12) uma mobilização voltada à conscientização sobre a saúde renal.
Ao longo de todo o dia, a equipe do Serviço de Nefrologia promoveu abordagens diretas aos usuários, acompanhantes e profissionais do hospital, especialmente nos ambulatórios, com a entrega de materiais informativos e orientações com o tema da campanha deste ano: “Saúde Renal para Todos – Cuidando das Pessoas, protegendo o Planeta”.
A ação teve como objetivo alertar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), considerada um dos grandes desafios globais de saúde pública. Estima-se que cerca de 1 em cada 10 pessoas no mundo conviva com a doença, muitas vezes sem diagnóstico, já que nos estágios iniciais ela pode evoluir de forma silenciosa. Quando não identificada precocemente, a DRC pode levar a complicações cardiovasculares, redução significativa da qualidade de vida e, em casos mais graves, à insuficiência renal, exigindo terapias como diálise ou transplante.
Durante a mobilização, os profissionais reforçaram informações sobre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, obesidade e histórico familiar de doença renal. Também destacaram a importância da realização de exames simples de sangue e urina para a detecção precoce.
Segundo a médica nefrologista Márcia Razuk, a conscientização é fundamental para reduzir os impactos da doença.
“A doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa. Muitas pessoas só descobrem quando já há perda importante da função dos rins. Por isso, iniciativas como esta são essenciais para orientar a população sobre fatores de risco e incentivar a realização de exames simples que podem identificar a doença precocemente”, explica.
A campanha deste ano também chama atenção para a relação entre saúde renal e meio ambiente. Fatores como mudanças climáticas, poluição do ar, estresse térmico e desidratação têm impacto direto no aumento e na progressão das doenças renais. Ao mesmo tempo, tratamentos como a hemodiálise exigem grande volume de água, energia e materiais descartáveis, o que amplia o debate sobre práticas mais sustentáveis na assistência à saúde.
Para a superintendente do Humap-UFMS, Andrea Linbenberg, a mobilização reforça o papel do hospital universitário na promoção da saúde e na educação da comunidade.
“Como hospital universitário, temos também a missão de levar informação de qualidade à população. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os impactos da doença renal crônica e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa ação demonstra o compromisso do Humap com o cuidado integral, a educação em saúde e a sustentabilidade na assistência”, destaca.
A mobilização está alinhada ao reconhecimento da saúde renal como prioridade global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recentemente aprovou resolução dedicada ao tema, incentivando ações de prevenção, ampliação do acesso ao tratamento e redução de riscos ambientais.
Com a iniciativa, o Humap-UFMS reafirma seu compromisso com a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a construção de uma assistência cada vez mais humana, equitativa e sustentável, aproximando informação qualificada da comunidade e estimulando o cuidado contínuo com a saúde dos rins.
