Experiências brasileiras de combate à pobreza e promoção da inclusão produtiva atravessaram fronteiras nesta terça-feira (17.01), durante a visita de uma delegação da República Unida da Tanzânia ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Durante a agenda, os representantes tanzanianos demonstraram interesse em compreender o funcionamento das políticas brasileiras e suas possibilidades de adaptação à realidade do país africano. O grupo conheceu o Acredita no Primeiro Passo, coordenado pela Secretaria de Inclusão Socioeconômica (SISec), e o Cadastro Único, gerido pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad).
Composta por integrantes dos ministérios das Finanças e do Planejamento e Investimento, a delegação teve acesso às principais estratégias do MDS voltadas à inclusão socioeconômica e à integração entre programas. A reunião foi mediada pela Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do ministério.
O secretário de Inclusão Socioeconômica, Luiz Carlos Everton, destacou que o Programa Acredita no Primeiro Passo representa um avanço na agenda social brasileira, ao integrar qualificação profissional, acesso ao crédito e incentivo ao empreendedorismo.
“O Programa Acredita demonstra que é possível estruturar políticas de inclusão produtiva adaptáveis a diferentes realidades. Países que enfrentam desafios semelhantes, como o desemprego e a necessidade de qualificação, podem se beneficiar de modelos como esse”, afirmou.
A iniciativa atende famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, com ações de qualificação, inserção no mercado de trabalho e acesso a microcrédito em condições facilitadas. Voltado a pessoas de 16 a 65 anos, prioriza públicos em situação de vulnerabilidade e conta com parcerias de instituições financeiras, empresas e governos locais. Em 2024, ampliou sua atuação e já apresenta resultados, com aumento de renda entre os participantes, em alguns casos, até triplicando.
Representando a Sagicad, Greziella da Silva apresentou o funcionamento do Cadastro Único, base que reúne informações de mais de 95 milhões de pessoas e subsidia as principais políticas sociais do país. Também foram destacadas as melhorias implementadas em 2025, que tornaram o sistema mais integrado e seguro.
Os representantes da Tanzânia avaliaram as apresentações como esclarecedoras e demonstraram interesse em adaptar experiências semelhantes em seu país. Segundo a delegação, a Tanzânia está em fase de implementação de uma base de dados unificada, inspirada no modelo brasileiro, e reconhece o Cadastro Único como referência.
Ao final do encontro, os representantes manifestaram interesse em aprofundar a cooperação bilateral e convidaram o Governo do Brasil para uma missão técnica à capital Dodoma.
Noel Komba, integrante da Divisão de Análise de Políticas do Ministério das Finanças da Tanzânia, destacou o papel do fundo garantidor e da participação do setor privado para a efetividade das políticas públicas. Segundo ele, o país já conta com iniciativa semelhante, o Tanzania Social Action Fund, mas ainda enfrenta desafios na integração dos sistemas.
“Aqui, observamos um forte engajamento do setor privado, o que é fundamental. Na Tanzânia, temos iniciativas importantes, mas ainda precisamos avançar na construção de um sistema integrado de registro e monitoramento, capaz de acompanhar resultados e apoiar a superação da pobreza”, afirmou.
Sobre o Cadastro Único, Komba ressaltou que a experiência brasileira servirá de referência para o desenvolvimento de iniciativas semelhantes no país. “É fundamental fortalecer a cooperação entre o Ministério das Finanças da Tanzânia e as áreas internacionais do Brasil, para que possamos aprender com essa experiência e adaptá-la à nossa realidade”, concluiu.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

