Secretaria-Geral da Presidência da República recebe caminhoneiros na próxima semana

Foto: ASCOM | SGPR

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, vai receber representantes dos caminhoneiros no próximo dia 25 (quarta-feira) para tratar de reivindicações da categoria.

Nesta semana, o Governo do Brasil já ouviu e atendeu pleitos dos caminhoneiros de todo o Brasil diante do grave quadro internacional em relação aos combustíveis.

Entre as medidas, estão a isenção do PISCOFINS do óleo diesel; o endurecimento das regras para cumprimento do valor mínimo do frete; e a intensificação da fiscalização em todo o Brasil.

Após o anúncio das medidas, os motoristas de caminhão decidiram, em assembleia realizada nessa quinta-feira (19), manter as atividades normalmente e continuar com o diálogo aberto com o Governo do Brasil.

Combate a fraudes

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, destaca que é prioridade o combate à especulação e a fraudes com os combustíveis.

Ele ressaltou o impacto negativo que a privatização da BR Distribuidora, feita na gestão anterior, teve no equilíbrio dos preços.

A privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos.

“A Petrobras faz a produção, a extração de petróleo, o refino; e aí ela vende a gasolina, o etanol e o diesel para as distribuidoras a um determinado preço. A distribuidora tem o lucro dela; e o posto de gasolina, o lucro dele. Para garantir que esse lucro não fosse abusivo contra o consumidor, você tinha uma distribuidora da própria Petrobras, que era BR distribuidora”, afirmou.

O ministro acrescentou que, se alguém aumentasse o preço de maneira abusiva, iria perder clientes, porque teria a BR Distribuidora vendendo a preço justo. “Mas venderam a BR Distribuidora para empresa estrangeira, de empresário ganancioso, e hoje o governo não tem uma distribuidora para ter instrumento e segurar esse preço da gana”, disse.

Fonte: Secretaria-Geral