PM prende falsos agentes de saúde por aplicar golpe relacionado a “pesquisa sobre vacina da dengue” em Ponta Porã

Uma ação envolvendo a suposta realização de pesquisas sobre a vacina contra a dengue mobilizou equipes da Polícia Militar na manhã de sábado (21), em Ponta Porã. O caso, registrado como possível estelionato e usurpação de função pública, resultou no encaminhamento das suspeitas e de testemunhas à Delegacia de Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, as equipes foram acionadas para atender uma denúncia na região do bairro Vila Maísa. No local, surgiram relatos de que pessoas estariam se passando por agentes de saúde durante uma suposta pesquisa de campo relacionada à vacinação contra a dengue, direcionada a crianças entre 10 e 14 anos.

Uma das vítimas relatou que foi abordada em sua residência dias antes, quando uma mulher se apresentou como pesquisadora e solicitou informações pessoais, incluindo dados pessoais de crianças da casa (nome, endereço , CPF e chave PIX). Ao final da entrevista, foi informada de que receberia um pagamento de R$ 30 como incentivo pela participação. No entanto, a orientação recebida posteriormente — para negar participação caso fosse questionada novamente — levantou suspeitas.

Outras testemunhas afirmaram que as abordagens seguiam um padrão semelhante, com coleta de dados sensíveis como nomes, documentos, e-mails e até chaves Pix. Em alguns casos, as suspeitas se identificavam como agentes de saúde vinculadas ao Governo Federal, o que aumentou a credibilidade da abordagem.

Outro ponto que chamou atenção foi a inconsistência nas informações prestadas pelas “pesquisadoras” que, segundo relatos, afirmavam ser de cidades diferentes em cada contato. Além disso, a suposta pesquisa não havia sido comunicada às autoridades municipais de saúde, o que reforçou as desconfianças.

Durante a apuração inicial, as envolvidas apresentaram documentos relacionados à pesquisa, alegando vínculo com uma empresa do setor de pesquisa de mercado. Segundo uma das suspeitas, o trabalho consistia em entrevistas qualitativas sobre o conhecimento da população acerca da vacina da dengue, e o pagamento seria apenas um incentivo pela participação.

Apesar das justificativas, diante do número de denúncias, da comoção popular e das inconsistências verificadas, a Polícia Militar encaminhou todas as partes envolvidas, incluindo testemunhas, vítimas e representantes da área de saúde do município, para a Delegacia de Polícia Civil.

O caso segue sob investigação para apurar a possível prática de crimes como estelionato e usurpação de função pública, além de outras eventuais irregularidades.

Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4