A segunda edição do Prêmio Bicicleta Brasil, promovido pelo Ministério das Cidades, reconheceu 72 iniciativas em 24 categorias, que estimulam o uso da bicicleta no país, nesta quarta-feira (25). Entre os projetos premiados estão ações como a recuperação de bicicletas descartadas para entregas urbanas, o desenvolvimento de capacete tecnológico para aumentar a segurança de ciclistas e o uso da bicicleta como instrumento terapêutico para pacientes com Doença de Parkinson, com foco na reabilitação motora, entre outras.
As iniciativas que terminaram na primeira, segunda e terceira colocações das categorias da modalidade sociedade civil receberam premiações entre R$ 20 e R$ 50 mil reais para ampliar ou replicar as ações. Além disso, todas as propostas com inscrição homologada no edital de 2025 receberam o Selo Bicicleta Brasil.
Em sua segunda edição, o prêmio, que faz parte do Programa Bicicleta Brasil, registrou um crescimento em alcance e relevância. Em 2024, 81 iniciativas tiveram suas inscrições homologadas, enquanto em 2025 esse número chegou a 435, um crescimento de 437%. Ao todo, foram inscritos projetos de 25 estados e do Distrito Federal.
Para o secretário nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, a ampla adesão demonstra o fortalecimento da política de incentivo ao transporte ativo.
“É muito positivo ver que o prêmio foi abraçado pelas pessoas e que ele tem inspirado a ampliação do uso da bicicleta em diferentes cidades. Tivemos um crescimento expressivo em relação à última edição, o que demonstra o interesse e o engajamento em torno da pauta. A iniciativa vem cumprindo seu propósito ao reconhecer boas práticas e incentivar que essas experiências sejam conhecidas e replicadas. Seguimos avançando na construção de um sistema de mobilidade mais integrado, sustentável e menos poluente, que beneficia cidades de todos os portes,” afirmou.
Entre os projetos premiados está o desenvolvido por alunos da Escola Estadual de Educação Profissional Professora Maria Célia Pinheiro Falcão, em Pereiro (CE). Os estudantes criaram um capacete tecnológico equipado com sensores de impacto, GPS e luzes de LED, para aumentar a segurança de ciclistas urbanos e esportistas. A iniciativa conquistou o terceiro lugar na categoria Desenvolvimento – Instituições de Ensino.
Segundo Mariana Lima, líder da equipe desenvolvedora, a iniciativa surgiu para enfrentar a vulnerabilidade que os ciclistas enfrentam no trânsito urbano.
“O Capacete Inteligente surge justamente para reduzir esses riscos, oferecendo recursos tecnológicos que visam tornar o ciclismo urbano mais seguro, especialmente para ciclistas que utilizam a bicicleta diariamente, como entregadores e trabalhadores”, explicou.
Para os estudantes, a tecnologia pode ser uma importante aliada na promoção da segurança no trânsito.
“Cada ciclista carrega uma história, um destino, um sonho sobre as duas rodas. A segurança não pode ser um privilégio, mas um direito. O capacete é mais do que um produto ou uma ideia. Ele mostra que nós, jovens estudantes, também podemos ser agentes de mudança, observando problemas reais da sociedade e criando soluções aplicáveis. A escola, para nós, é um espaço de criatividade, inovação e impacto social”, conclui.
As inscrições para o prêmio ocorreram entre os meses de julho e agosto, e os projetos foram avaliados em seis temáticas: Cultura da Bicicleta; Sustentabilidade; Saúde e Qualidade de Vida; Desenvolvimento; Planejamento e Conscientização. As iniciativas vieram de Organizações da Sociedade Civil (OSC), do Poder Público (PP), do Setor Privado (SP) e de Instituições de Ensino (IE).
Confira os premiados:
Categoria Conscientização
- Poder Público
- 1º lugar – Papo de Pedal – Fortaleza (CE)
- 2º lugar – Pedal pela Vida – Riacho da Cruz em Movimento – Riacho da Cruz (RN)
- 3º lugar – Eu e Minha Bike – Prefeitura de Naviraí (MS)
- Setor Privado
- 1º lugar – Pé Vermêi – Mone Melo e Ana Melo – Juatuba (MG)
- 2º lugar – Giro Sustentável – Cia Sopa de Comédia – Diadema (SP)
- 3º lugar – Bicipr3ta Home: promovendo e preservando a cultura negra – Bicipr3ta – Salvador (BA)
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – Cicloativismo em Todas as Dimensões – Lappus – Porto Alegre (RS)
- 2º lugar – Campanha CicloMROSC – MROSC no Cicloativismo – União de Ciclistas do Brasil (UCB) – Brasília (DF)
- 3º lugar – Salve o Planeta, Pedale – Associação Civil Rodas da Paz – Brasília (DF)
- Instituições de Ensino
- 1º lugar – Lab de Acesso a Oportunidades (AOP-Lab) – Ipea – Brasília (DF)
- 2º lugar – Projeto Educabike – Elaine Aparecida de Oliveira – Canela (RS)
- 3º lugar – Desafio do Pedal: Menos poluição, mais bike – Luísa Pereira de Sousa Neta – Formosa da Serra Negra (MA)
Categoria Cultura da Bicicleta
- Poder Público
- 1º lugar – Pedalando pro Trabalho – EPT – Maricá (RJ)
- 2º lugar – Edital de Inovação Aberta: Soluções de incentivo à ciclomobilidade – Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação – Fortaleza (CE)
- 3º lugar – Sistema Integrabike – Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba – Sorocaba (SP)
- Setor Privado
- 1º lugar – Clube da Bike – Dahuer – Camboriú (SC)
- 2º lugar – Ciclistas Bonequeiros – GG Gonçalves Produções – São Paulo (SP)
- 3º lugar – Dizzy Express – Matheus Bechelani dos Santos – Belo Horizonte (MG)
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – Nossa Bici – Sistema de Bicicletas Comunitárias – Instituto Democracia Popular – Curitiba (PR)
- 2º lugar – Mulheres Pedalando na cidade de São Paulo – Associação Semeando e Colhendo Educação, Habitação e Saúde – São Paulo (SP)
- 3º lugar – Escola Bike Anjo (EBA!) – Aprendendo a Pedalar – Bike Anjo – São Paulo (SP)
- Instituições de Ensino
- 1º lugar – Programa de Extensão CICLOVIDA da UFPR – Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR)
- 2º lugar – Pedalando conhecimento: incentivo à mobilidade ativa – Colégio Sete de Setembro – Paulo Afonso (BA)
- 3º lugar – Cidade para pessoas e não para veículos – Escola Municipal Divino Espírito Santo – Recife (PE)
Categoria Desenvolvimento
- Poder Público
- 1º lugar – Projeto: A Cidade é Nossa Ciclovia — Uma Jacareí em Transformação – Prefeitura de Jacareí (SP)
- 2º lugar – Ciclovia do Trabalhador – Prefeitura de Arapiraca (AL)
- 3º lugar – Serviço público de instalação de paraciclos – Prefeitura de Niterói (RJ)
- Setor Privado
- 1º lugar – Ciclovia do Rio Pinheiros – Termo de Adoção Doc Service – Doc Service – São Paulo (SP)
- 2º lugar – Upan Bike – MDK Studio – São Luís (MA)
- 3º lugar – Bike Station – Mobiliário Urbano Sustentável – Bikelink Parking Solution Ltda – São Carlos (SP)
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – Bicicletário Modelo – Ciclocidade – São Paulo (SP)
- 2º lugar – O Circuito – Agência Líder de Desenvolvimento Regional do Vale Médio – Volta Redonda (RJ)
- 3º lugar – Auditoria Cicloviária Salvador – ObMob Salvador – Salvador (BA)
- Instituições de Ensino
- 1º lugar – Estacionamento de Bicicleta no Distrito Federal – Yuriê Baptista César – Brasília (DF)
- 2º lugar – O alto das microbacias dos córregos Macambira, Cascavel e Botafogo – Heitor Rocha Caixeta – Goiânia (GO)
- 3º lugar – Capacete Inteligente – EEEP Professora Maria Célia Pinheiro Falcão – Pereiro (CE)
Categoria Planejamento
- Poder Público
- 1º lugar – Rede Cicloviária de Londrina – IPPU – Londrina (PR)
- 2º lugar – Plano cicloviário de mobilidade ativa de Suzano – Prefeitura de Suzano (SP)
- 3º lugar – Plano de Mobilidade Cicloviária – Pedala Caxias – Prefeitura de Duque de Caxias (RJ)
- Setor Privado
- 1º lugar – Projeto Ciclovia PUCC – UNICAMP – Taquaral – Emdec – Campinas (SP)
- 2º lugar – Microparques Esportivos e Circuito de Caminhada – Patrick Silva Pereira – Malhada de Pedras (BA)
- 3º lugar – AtrAI Bikes: Mais dados para melhores infraestruturas cicloviárias – Instituto Cordial – São Paulo (SP)
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – Bicicleta nos Planos e de Olho nos PlanMobs – Associação Bike Anjo – São Paulo (SP)
- 2º lugar – Plano de Monitoramento de Viagens em Bicicleta para a Cidade de São Paulo – Ciclocidade – São Paulo (SP)
- 3º lugar – CicloData – Mapeamento Integrado da Ciclomobilidade – Filipe Santiago Luna – Rio de Janeiro (RJ)
- Instituições de Ensino
- 1º lugar – Quando a cidade pedala: proposta de sistema cicloviário para Laguna – Luara Motta de Farias – Laguna (SC)
- 2º lugar – Trabalho de conclusão de curso: O que saiu do papel? – Gustavo de Araújo Barros – Recife (PE)
- 3º lugar – Tese: A integração entre micromobilidade e transporte público coletivo – Jennifer Domeneghini – Porto Alegre (RS)
Categoria Saúde e Qualidade de Vida
- Poder Público
- 1º lugar – Estação Ingá – Prefeitura de Maringá (PR)
- 2º lugar – Ponto do Ciclista – Saúde, Lazer e Mobilidade Sustentável – Prefeitura de Umuarama (PR)
- 3º lugar – Bike Saúde EPT – EPT Maricá – Maricá (RJ)
- Setor Privado
- 1º lugar – Pedalando pela Inclusão – Movimento Inclusivo Educação Física Ltda – São Paulo (SP)
- 2º lugar – Circo Lar Inclusivo – Autista, sim, ciclista, também! – Instituto Saúde & Equilíbrio – Patrocínio (MG)
- 3º lugar – Pedalando sem idade – Rio de Janeiro – Clélia Maria Lourenço de Andrade – Rio de Janeiro (RJ)
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – Associação Deficiente Visual na Trilha (DV na Trilha) – Brasília (DF)
- 2º lugar – Movimento Assim: Pedal para Todos – Associação Ciclística Machadense – Machado (MG)
- 3º lugar – Ciclismo PEAMA – Saúde, Inclusão e Qualidade de Vida – AJEP – Jundiaí (SP)
- Instituições de Ensino
- 1º lugar – Pedala Parkinson – John Fontenele Araújo – Natal (RN)
- 2º lugar – Pedal Energy – IFAL – Coruripe (AL)
- 3º lugar – Ciclomobilidade: Pedalando para o Futuro – Colégio Estadual Prefeito João Maria de Barros – Campina Grande do Sul (PR)
Categoria Sustentabilidade
- Organizações da Sociedade Civil
- 1º lugar – A Bicicleta e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – União de Ciclistas do Brasil – Brasília (DF)
- 2º lugar – Doe Bicicleta – Associação Civil Rodas da Paz – Brasília (DF)
- 3º lugar – Pedala Colheita: Mobilidade que Transforma Vidas – Associação Colheita – Sapiranga (RS)
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Fonte: Ministério das Cidades

