
Brasília, 27/3/2026 – A Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou, nesta semana, o período de submissão de trabalhos para a 7ª edição da Revista Susp (2026.2). Os interessados podem enviar artigos, notas de pesquisa e relatos de experiência até 20 de maio, por meio do portal oficial (revistasusp.mj.gov.br). O lançamento do dossiê está previsto para agosto.
Com o tema Mulheres e meninas seguras: evidências para o enfrentamento às violências de gênero, a publicação busca reunir produção técnico-científica de profissionais da segurança pública, pesquisadores e operadores do sistema de justiça criminal.
No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a escolha do tema reforça o alinhamento à estratégia do Novo Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio e o compromisso do Estado brasileiro com a produção de dados e práticas baseadas em evidências. O dossiê pretende divulgar pesquisas e reflexões metodológicas que contribuam para o aprimoramento das políticas públicas de segurança e a qualificação do atendimento às vítimas em todo o País.
A diretora de Ensino e Pesquisa, Michele dos Ramos, afirma que esta edição celebra o marco histórico da Lei Maria da Penha e reforça o papel da ciência na formulação de políticas públicas. “Queremos transformar o conhecimento produzido na academia e nas polícias em soluções aplicadas no enfrentamento ao feminicídio e às diferentes formas de violência que afetam milhares de mulheres e meninas todos os anos”, destacou.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a Revista Susp é uma ferramenta fundamental na difusão do conhecimento em prol do fortalecimento do combate à violência no País.
“Fortalecer a segurança pública passa, necessariamente, pelo uso de evidências. A produção científica qualifica o trabalho policial, orienta decisões mais eficazes e permite que o Estado atue de forma mais estratégica. A Revista Susp cumpre um papel fundamental ao reunir esses conhecimentos, especialmente em um tema tão sensível como a violência contra a mulher, que é uma das prioridades do governo do presidente Lula neste momento”, enfatizou.
Submissões priorizam evidências e práticas aplicadas
Os trabalhos podem ser submetidos em seis eixos temáticos:
•Fundamentos legais: análise e aprimoramento das normas de enfrentamento à violência;
•Tecnologia e inovação: uso de ferramentas aplicadas à proteção de mulheres;
•Formação profissional: capacitação em gênero para agentes de segurança pública;
•Programas de prevenção: iniciativas voltadas à redução da violência;
•Políticas de impacto: avaliação de eficácia e práticas baseadas em evidências;
•Metodologia: notas de pesquisa e reflexões sobre desafios da área.
O envio de contribuições é destinado a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), pesquisadores e integrantes do sistema de justiça criminal. As inscrições podem ser feitas aqui.
