
Dando mais um passo rumo a uma ciência mais justa e equitativa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) instituiu, neste mês das mulheres, o Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade. O colegiado faz parte da Política de Empoderamento de Meninas e Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação.
Segundo a ministra Luciana Santos, a iniciativa é resultado de três anos de escuta, diálogo e trabalho coletivo. “Esse comitê será destinado a promover a transversalização da equidade de gênero, raça, etnia e diversidade na formulação, na implementação e no acompanhamento das políticas públicas e nas práticas institucionais de governança. Essa é uma estrutura crucial para institucionalizar os esforços e garantir que não haja retrocessos”, afirmou Luciana Santos.
O instrumento tem como objetivo fomentar a participação de mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas e demais grupos historicamente sub-representados na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas em CT&I.
De acordo com a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Elisangela Lizardo, o comitê surgiu a partir da compreensão da importância de estruturação de uma política permanente de gênero, raça e diversidade. “Essa é uma maneira de manter de forma permanente a ideia de equidade em funcionamento. Nosso objetivo é garantir que ele não permaneça apenas neste governo, mas também nos futuros”, explicou.
O comitê terá caráter consultivo, propositivo e articulador, e será composto por representantes do MCTI, de unidades de pesquisa, de entidades e de organizações sociais vinculadas à pasta. De maneira geral, o instrumento desenvolverá, implementará e acompanhará políticas públicas de CT&I e as práticas institucionais de governança.
Lizardo ainda destaca a necessidade da inclusão de raça no comitê. “Ainda que sub-representadas, o número de mulheres presentes está crescendo. Mas, quando fazemos um recorte racial, eles caem bastante. Mais ainda quando o recorte é de gênero e raça. Então, nosso dever é mudar essa triste realidade”, finaliza a representante.
A indicação de participantes do comitê, que contará com reuniões trimestrais, deverá observar a paridade de gênero e diversidade, assegurando a representatividade.
