Esclerose múltipla e o sistema muscular: impactos e consequências
30/08/2018 15h10 – DN
No Brasil, mais de 84%¹ dos pacientes com EM podem apresentar um descontrole muscular que mantém os músculos tensos ou rígidos por tempo indeterminado – problema nomeado de espasticidade.
A esclerose múltipla (EM) é conhecida por ser uma doença debilitante em diversos sentidos, dependendo dos nervos que são afetados e das manifestações em cada paciente. Alguns de seus sintomas mais comuns são a visão distorcida/turva, perda de força, fadiga, dores crônicas e formigamentos – porém, existem casos em que o paciente não consegue nem sequer se locomover – o que costuma ser consequência de quadros graves de espasmos musculares, o que é chamado de espasticidade.
A doença neurodegenerativa é caracterizada pela inflamação e destruição da camada protetora da fibra nervosa, que tem o papel de garantir a transmissão e acelerar o impulso nervoso. Com a perda dessa função, há alteração da função muscular e contração involuntária do músculo (espasticidade), o que compromete a mobilidade e, consequentemente, a rotina e estilo de vida. No Brasil, mais de 84%¹ dos pacientes com EM podem apresentar o problema, enquanto no mundo a porcentagem é de 80%.


